segunda-feira, 23 de maio de 2016

Série Adolescente Ficção: Congraçamento!

Se virmos no dicionário, "Congraçamento" é o ato de congraçar-se, estar em conciliação com o próximo de modo a trabalharmos num objetivo comum. Foi o nome que dei para um projeto de série para a web que inscrevi ano passado no concurso Globo Lab.  

Sem dúvida nenhuma o Globo Lab foi uma grande sacada da Globo pois possibilitou a ela ter acesso a um miríade de projetos que combina TV, internet e dispositivos móveis. Quem for mais velho vai lembrar das Oficinas de Roteiros da Globo, o Globo Lab seria uma versão atualizada e comprimida dessas oficinas. 

Como o Globo Lab já divulgou seus projetos escolhidos, achei legal disponibilizar aqui o meu para consultas, críticas e melhoramentos: vale tudo, desde que você dê sua opinião. O projeto foi escrito obedecendo-se a um critério muito útil da produção que seria o limite de palavras para cada resposta. Isso impede que cheguem a eles algumas inscrições com um "Guerra e Paz" embutido, e daí já viu né? Resultado previsto para 2020....rs.

Por isso tive que dar uma boa encurtada na descrição dos capítulos, mas no geral temos uma leve ideia do que seria esta série. E se em algum momento você estiver a fim de escrever seu próprio projeto de série, seria legal você ver como é a estrutura de apresentação dele, pois é basicamente esta estrutura que foi pedida pela Globo e que será exigida daquele que apresentar um projeto.

Vamos à série.

Qual é o nome da série?

CONGRAÇAMENTO


Defina seu projeto de websérie em uma ou duas linhas. Tente, seja sucinto!

Às vésperas de uma guerra civil, pessoas distintas percebem fazer parte de um plano maior que visa o equilíbrio e a ordem final das coisas.


Qual o tema ou universo que você pretende abordar? Apresente a ideia de forma resumida, os elementos, os personagens, seus desafios e como eles se relacionam entre si.

Pretendo abordar o universo zen, espiritualista, mas sem cair nas conhecidas histórias espíritas cujos temas são reencarnações e karma. O que me empolga é abordar esse universo com um toque de Chris Carter (Arquivo X) e de Christopher McQuarrie (Persons Unknown, série de 2010), ou seja, o universo new age (com suas conseqüências metafísicas e suas novas ordens morais) com um toque de mistério sobre o que envolve os personagens e seu destino final.

Minha história fala sobre personagens distintos que vão se conscientizando, lenta e gradualmente, sobre seus papeis num mundo caótico e automatizado. Como o próprio nome da série sugere, “Congraçamento” fala do encontro e conciliação de pessoas totalmente desconhecidas em torno de um objetivo comum: juntarem-se para promover uma mudança duradoura e benéfica em seu meio.

Temos o arco de Justiniano, um recepcionista de hotel que não consegue mais esconder sua frustração em ver injustiças e não fazer nada. Tudo isto é amplificado por sua incrível sensibilidade em “detectar” os sentimentos das pessoas. Após identificar uma mulher como vítima das agressões do marido e interromper um suicídio de um hóspede, Justiniano é demitido por não se adequar ao perfil de empregado do hotel (entre os quais está não se intrometer na vida dos hóspedes, algo especialmente difícil para um sensitivo).

No decorrer dos episódios, Justiniano vai conhecendo outros personagens difíceis e que compartilham o desejo de ficarem juntos, no sentido mais terno e assexual possível. Eles sabem que suas vidas terão significado e continuidade se algo for construído a partir de sua união.

Entre estes personagens está a escritora de livros de auto ajuda e crescimento pessoal Judite Costa (do estilo “faça o que escrevo, não faça o que eu faço”); o mega corretor da bolsa Flávio Flávio, capaz de identificar tendências econômicas mas incapaz de identificar a transformação que ocorre em seu interior; Jaime LeCoeur, um médico cirurgião que opera dezenas de pessoas, mas não consegue ter tempo para refletir sobre uma mudança em sua vida.

Em princípio, eles não acreditam muito nas suas percepções e tentam encobrir isso com desculpas e motivos esfarrapados para desvencilhar-se do compromisso. Mas a melancolia e a falta de sentido tornam-se pesados demais para não serem notados e levados a sério.

Em certo momento (ou episódio, eu diria), os personagens principais (e alguns secundários) são levados a ficarem de frente para o outro e tentarem discutir o que sabem sobre este plano invisível que os confunde e os une ao mesmo tempo.

Neste momento de união e “congraçamento”, descobrimos que cada um deles possui um conhecimento que complementa a informação do outro. O resultado disso é uma espécie de “colcha de retalhos” de conhecimentos que lhes ensina a desenvolver um talento que todos deverão ter: obter uma projeção lúcida da consciência, ou melhor dizendo, uma projeção astral. Os desafios agora são outros, e não são deste mundo.


Estamos recebendo projetos de websérie com temporada de 5 a 10 episódios, com duração de até 5 minutos cada um. Quantos episódios têm a sua websérie e qual a duração aproximada de cada episódio?

Está estruturada para ter 10 episódios de até 10 minutos cada.


Qual o perfil do público da sua websérie? Você poderá informar se são crianças, jovens, adultos, família, bem como descrever livremente o perfil das pessoas que acredita que se interessam pelo tema do seu projeto.


Acredito que o público seja de jovens e adultos. Eu também ousaria somar a família a este público porque a série é bastante light no que diz respeito a violência e sexo.


PERSONAGENS

Protagonista 1: Apresente os personagens principais destacando as características que os tornam singulares e relevantes. O(s) protagonista(s) pode ser uma pessoa, um objeto, um lugar ou qualquer que seja o condutor de sua história.

O principal personagem JUSTINIANO, um jovem paranormal que é obrigado a prestar atenção aos seus poderes para poder viver em paz consigo mesmo. Apesar de jovem, ele parece ter uma aura, um carisma de alguém bem mais velho que ele.

Protagonista 2:

Flávio Cintra tem tudo para ser a contra partida. Se de um lado temos Justiniano com um objetivo claro em mente, do outro temos Flávio, um incrédulo investidor que duvida dos planos de Justiniano e tem tudo para destruir o processo em curso. Não porque seja mau, apenas porque é ignorante.

Personagem secundário 1: Trace um perfil sucinto dos personagem secundários citando suas principais características.

Temos Judite Costa, uma autora de livros de auto ajuda que sente não corresponder com a imagem que ela vende de si mesma em seus livros. É se considera uma fraude já que ela própria não acredita em suas mensagens.

Personagem secundário 2:

Jaime LeCoeur, um cirurgião cardíaco que descobre na figura de Justiniano algo por quem esperou uma vida inteira. Ele sente que sua vida terá um novo paradigma a partir de seu encontro com o paranormal.

Personagem secundário 3:


Luiz é amigo e colega de trabalho de Justiniano. Tem uma participação menor mas não menos importante no primeiro e segundo episódio: é ele quem apresentará Judite Costa a Justiniano.



ARGUMENTO

Descreva de forma detalhada o universo ou o tema que será abordado na primeira temporada da sua web-série.

CONGRAÇAMENTO fala sobre paranormalidade e até onde devemos acreditar em nossa intuição.  Até onde somos donos de nosso destino? Será que há em nossa vida um propósito maior que simplesmente viver e “deixar a vida nos levar”?

Justiniano sempre teve a noção de que tinha certa sensibilidade sobre as pessoas. Bastava ele se sintonizar com seu interlocutor para obter sensações – boas e más – dessa pessoa e então decidir se deve agir, ou não, em seu favor. Ultimamente Justiniano vem tendo sonhos um pouco mais nítidos que o costume. Ele tem chamado estes sonhos de “sonhos livres” pois enquanto os sonha ele consegue decidir o que fazer neles.

Em seus sonhos ele obtém a instrução – ainda preliminar – de unir 3 pessoas sob um mesmo espaço. Elas são Judite Costa, uma autora de livros de auto ajuda (a menção de seu nome por Luiz, um colega de trabalho, desencadeia uma série de pensamentos que o faz lembrar de procurar por ela), Flávio Cintra, um milionário investidor que só está seguindo Justiniano porque ele lhe apareceu numa experiência profunda que vivenciou por conta de um infarto. Por outro lado, JAIME LECOEUR, tem esperado por Justiniano uma vida inteira. Ele apenas não tinha se conscientizado desta busca.

Depois de reunidas, as quatro pessoas não conseguem entender o real propósito deste encontro até que se aquietam e dormem. É quando um mundo novo se descortina e eles conhecem a figura elementar do ORIENTAL, um guia que tem estado por trás deste esforço de reuni-los. Suas consciências foram imediatamente realocadas para um outro plano de existência. Há muito trabalho pela frente e o primeiro passo acaba de ser dado.


Como os personagens se relacionam ao longo da primeira temporada? Descreva o percurso que cada um vai seguir.

Há muita desconfiança entre eles já que mal se conhecem e se não houvesse o elemento paranormal na história (com as intervenções em Judite e Flávio Cintra) sua reunião praticamente não ocorreria. Mas ela vai sendo quebrada à medida que eles passam a ouvir seus corações (ou sua intuição, como preferir)


Quais caminhos possíveis para futuras temporadas da sua web-série?

Uma espécie de grupo socorrista é formado ao final desta temporada. Nada mais natural que abordar as intervenções deste grupo no plano espiritual. Outro caminho seria abordar como teria sido o contato de Justiniano com a entidade conhecida como ORIENTAL e como teria se dado o pedido para que ele reunisse estas pessoas.


Qual é a inovação da sua web-série?

A espiritualidade em um tom mais moderno.


EPISÓDIOS

Escreva a sinopse de cada episódio da sua web-série. Preencha o número de campos equivalente ao número de episódios da temporada, informado na resposta à pergunta 17. Sinopse episódio 1:

Justiniano, um jovem recepcionista de hotel cinco estrelas, recebe um casal em seu balcão. Um homem forte e arrogante acompanhado de uma mulher calada e com marcas de agressão. Justiniano “ouve” a mulher gritar por socorro enquanto é levada para o quarto. Pouco tempo depois Justiniano não presta mais atenção em nada, ele somente se lembra do fato da mulher estar correndo risco de vida. Acompanhamos Justiniano deixar no balcão a revista que lia – algo sobre mercado financeiro, com um homem chamado Flávio Cintra comentando sobre economia – e subir até o quarto. Abre a porta com uma chave mestra. Apanha um abajur e quebra-o na cabeça do agressor no momento em que ele bate em sua vítima. Justiniano em seguida é interrogado e demitido por conta deste incidente. Ele confidencia a um amigo a sua condição de sensitivo. Luiz, seu amigo e colega de recepção, não pode fazer muito por ele a não ser declamar frases de efeito extraídas de um livro de Judite Costa.


Sinopse episódio 2:

Luiz recebe Judite Costa, uma autora de livros “best-seller” de auto ajuda que está se hospedando no hotel. Ela dará em seguida uma entrevista coletiva acerca de seu mais recente lançamento, “Congraçamento – Tudo ao Seu Alcance”. Além de pedir-lhe um autógrafo, Luiz repassa-lhe alguns recados deixados pela editora. Mais tarde, no salão de eventos do hotel, Judite posa para fotos, autografa livros e responde a perguntas utilizando frases feitas e atuação que beiram o cinismo. Uma máscara de felicidade que esconde a angústia em ser algo totalmente diferente do que ela mostra em seus livros. Naquela noite ela sai de seu apartamento, pega o elevador, desce até o salão de eventos em que estivera agora há pouco. Uma pilha de seus livros (estampando seu rosto sorridente enquanto brinca com as letras do título) desmorona quando ela a empurra com as mãos. Ela segue para uma área externa e prepara-se para pular do edifício quando encontra ali perto a figura inesperada de Justiniano. Ele a impede de pular dizendo-lhe que esperava por ela.


Sinopse episódio 3:

Judite Costa pula da sacada do edifício. Seu corpo cai sobre a calçada em frente ao hotel. Por poucos metros, ela não acerta Justiniano. Sem tempo de reagir, ele ainda a vê levantar-se, passar pelas pessoas e murmurar-lhe “Então esta foi sua escolha?”. Justiniano acorda no meio da noite e murmura para ele mesmo “Judite!”. Levanta e sai de casa rumo ao hotel. O dia amanhece e ele não consegue entrar pela portaria de serviços, afinal, está demitido. Reclama ao segurança de alguns pertences que deviam ter sido retirados e pede para entrar, e esvaziar seu armário. Justiniano pega o elevador até o último andar, depois sobe alguns lances de escada até a sacada do edifício. Aconchega-se em um canto e perde-se em seus pensamentos. Tomada do sol se pondo em “time-lapse” pelo horizonte de edifícios até escurecer totalmente. Justiniano acorda com o barulho da porta se abrindo. Judite aparece e prepara-se para pular. Ele então se aproxima dela com cuidado para dizer-lhe que esperava por ela.


Sinopse episódio 4:

Corretora de valores. As mesas dos operadores estão em ritmo normal de trabalho enquanto eles movimentam milhões com apenas alguns cliques. Todos imediatamente param o que fazem enquanto assistem a porta de uma sala abrir e dela sair Flávio Flávio. Está sem paletó, gravata afrouxada e carrega um jornal nos braços. Deixa o jornal sobre a mesa de um homem aparentando ser bem mais velho que ele. O homem lê o jornal. Vemos uma notícia circundada e a palavra “Astro Lancaster” em tinta preta hidrográfica. O homem imediatamente grita: “Comprem ‘Astro Lancaster’”.
Flávio Flávio deixa o escritório para andar em uma tarde nublada. Sem destino ele assiste a chuva cair sem se preocupar em proteger-se dela. Ele liga para sua ex-esposa e é tratado com frieza por ela. Ele, no entanto, não quer brigar, quer apenas saber se ela e seu filho estão bem. Relembra sua esposa de uma tarde em que tomaram chuva juntos em um concerto de rock e é imediatamente dispensado por ela que alega estar ocupada demais para falar-lhe. Após desligar o telefone, no meio da chuva, Flávio Flávio desaba no chão.


Sinopse episódio 5:
Ainda no topo do edifício, Justiniano explica a Judite sobre sua condição paranormal. Tratam-se de sonhos nítido em que ele vivencia passado presente e futuro. Explica também o modo como eles passaram a ser diferentes de um sonho comum. Eles começaram com uma flor sendo colhida. No início, ele tem sempre apanhado a flor, não restando qualquer dúvida sobre esse ato. Depois de alguns sonhos, ele percebeu que era capaz de escolher se apanharia ou não a flor, desencadeando um processo que ele chama de “sonho livre”. “É neste sonho livre que eu vi você pulando e resolvi intervir”, declara. Justiniano sabe que tem de intervir e impedir que ela se machuque, do mesmo modo que deve proteger outros que viu em seus sonhos. “Que outros?”, quer saber Judite. Ele lhe fala que viu um homem numa ambulância, e um médico cardiologista trabalhando num hospital. Todos eles têm de estar juntos. Inclusive Judite. Justiniano então lhe pede que o acompanhe até o local, mas ela não quer. “Pense nisso como um tratamento para sua... melancolia! Você precisa vir! E você sabe que precisa vir!”.


Sinopse episódio 6:

Luzes do teto de uma ambulância. Protocolo de emergência sendo seguido. Flávio Flávio está sendo encaminhado a um Pronto Socorro. Os sons e imagens se afastam até que reste apenas um ponto branco à frente. “Desculpe!”, é uma palavra que consegue escutar. Em instantes ele se vê em uma zona nebulosa parecida com uma estrada. Algo semelhante a uma rodovia serrana com seus nevoeiros. A figura de Justiniano começa a divisar-se em meio ao nevoeiro. Tão logo se aproxima de Flávio, Justiniano reitera, “Desculpe, de verdade! Mas foi o único modo de eu chegar a alguém como você!”. Em seguida Justiniano discorre sobre o que acabou de acontecer: uma experiência de quase morte. Justiniano diz que urgência em reunir ele e outras três pessoas sob um mesmo teto a fim de seguir ordens que lhe foram dadas previamente. “Dadas por quem?” quer saber Flávio. “Não é tão fácil assim!”, explica Justiniano, “Agora você tem de voltar para sua vida! E tem de se lembrar de mim!”.


Sinopse episódio 7:

Jaime LeCoeur é um cirurgião cardíaco renomado. Está num carro esportivo rumando para o Hospital do Coração no qual teima em fazer residência médica, mesmo depois de ter estabelecido sua clínica. Ele continua no Hospital porque é lá que LeCoeur é desafiado. O que LeCoeur não sabe é que no hospital ele tem melhores chances de pensar nos outros e não em si mesmo e defrontar-se com um dilema que o acompanha há anos: ele espera por algo ou alguém. Esse estranho sentimento vem atordoando-o de um modo mais contundente ultimamente. Algo que o faz questionar sua vida e tem o levado a procurar um psicólogo para ajudar-lhe a decifrar este enigma. O enigma é decifrado por Justiniano quando consegue falar-lhe – em meio ao tumultuado pronto socorro – quando ele lhe explica ser a pessoa por quem espera. Quando Justiniano deixa bem claro ao médico que segui-lo até um local para juntar-se a 3 outras pessoas é o que ele esperava por toda sua vida, LeCoeur tem dificuldades de assimilar tal informação. Chega a ser divertido o modo como o sisudo e arrogante médico se desfaz de todos os seus preconceitos a fim de seguir um rapaz que mal conhece rumo ao desconhecido. Justiniano pede para que o médico o leve até um homem que acabara de sair da UTI. Ele fora internado por conta de um infarto agudo do miocárdio.


Sinopse episódio 8:

LeCoeur acha boa a evolução de Flávio. Considera dar-lhe alta, no entanto ele tem de ceder seu tempo para uma visita que insiste em vê-lo. Justiniano entra no quarto e Flávio pergunta-lhe o que quer com ele. “Você teve uma experiência, não teve?” Flávio fica estático. “Você contou a alguém?”, insiste Justiniano.  “Não! Como vc sabe disso...”. Ele reconhece Justiniano agora, e quer saber: “Como fez isso? Quem é você?”. Justiniano explica-lhe que não foi o responsável por seu infarto, mas aproveitou a situação para falar com alguém a qual dificilmente teria acesso. Flávio quer saber o que aquele jovem quer dele. “Você já teve a sensação de que esperou sua vida toda para que algo ocorresse em sua vida? Pois é isto que está ocorrendo agora.”, diz Justiniano. Ele fala sobre uma propriedade dele numa área fora da cidade. Algo que ele comprou há anos e nunca mais retornou. É pra lá que eles vão!


Sinopse episódio 9:

Justiniano, Flávio e LeCoeur estão numa picape quando param no hotel para apanhar Judite. Alexia, uma representante da editora, intervém e a aconselha a não embarcar. Ela mal conhece todos aqueles homens. Justiniano explica a ela que jamais poderia pensar que estivesse fazendo aquilo há poucas semanas. Ele apenas está seguindo sua intuição porque acredita ser o melhor para todos. E então lhe pede para que ela também use a sua. Ela terá de usar a razão ou a intuição neste momento, ambos já sabem onde a razão acabou levando-a. Judite pede a Alexia um tempo para resolver isso. E diz a ela que estará de volta em alguns dias. Flávio e LeCoeur estão fora da picape. Conseguimos ouvir Flávio dizer, “Eu sei, eu sei! Também não entendo! Mas te ligo quando resolver isso!”. Eles embarcam, todos, em direção à propriedade de Flávio. Justiniano explica a todos que sempre teve a sensação de que isso iria acontecer. De um modo ou de outro ele sempre entendeu que havia uma programação em sua vida. Algo que culminaria com aquela viagem. E por aquela viagem ser tão especial, ele também acredita que poderá haver “impedimentos” para o que querem fazer. Neste momento o pneu do carro estoura. Troca de pneu. Flávio no celular. Judite não sai do carro. LeCoeur quer saber de Justiniano o que seriam tais impedimentos. Enquanto troca pneu, Justiniano explica que quando uma situação torna-se importante (nesse caso, o encontro deles), atrai todas as energias contrárias em sua direção. Conscientes ou inconscientes. Trata-se de física simples. Flávio o ajuda com o estepe por alguns instantes (afinal, trata-se de sua picape) e novamente retorna ao seu celular. Chegam ao fim da tarde num local que há muito tempo atrás fora uma casa de campo.


Sinopse episódio 10:

Vemos fotos empoeiradas em cima de uma mesa. Flávio Cintra posando com mulher e crianças. Um pano cobre diversos móveis de uma casa não usada há muito tempo. A porta se abre para adentrar  os quatro viajantes acompanhados de um caseiro. Depois de algum tempo no local a discussão sobre a falta de diretivas ganha espaço e Justiniano avisa que não sabe mais o que fazer. Ele recebe suas instruções em seus “sonhos livres” e não há nada a fazer agora a não ser relaxarem e dormirem. Judite e Flávio são os primeiros amotinados e ameaçam deixar o local. “Vocês saem e arrependem-se para sempre!”.  Quem diz não é Justiniano, mas LeCoeur. “Fiquem, por favor! Fiquem para que possamos entender o que está acontecendo!”, pede Justiniano sem sucesso.
Eles são impedidos pelo caseiro que está armado. Um sujeito simplório contratado por Flavio Cintra para vigiar sua casa de campo e que agora explicava seus motivos de prendê-los: “Desde que eu comecei a vigiar esta casa, contratado pelo sinhô Frávo, eu andei sonhando com a chegada de vocês. É um sonho danado que uma vez ou outra me vem na cabeça. E neste sonho vocês ficam juntos! E eu pelejo pra manter vocês juntos!”
Cada um, a seu modo, vai aquietando-se e instalando-se e Flávio é o último a dormir.
No meio da noite, Flávio tem a chance de sair mas desiste e volta para a casa. Ele percebe que algo está diferente. A noite não está tão escura assim. Percebe que uma das salas está iluminada e vai até lá. Todos estão acordados. E há um novo elemento entre eles: um homem de feições orientais que lembrou-lhe muito os “budista” que vira em suas viagens. “Acho que devo uma explicação a todos vocês!”. O ORIENTAL explica que há muito trabalho a ser feito, mas é algo que só é possível de ser executado quando todos estão juntos. “Do que está falando? Quem é você?”, quer saber Flávio. Oriental diz que aquele não é um bom lugar para explicar-lhes as coisas. E num abraço coletivo, eles “flutuam” até o telhado da casa. O oriental inicia uma explicação que não ouvimos e a cena dissolve para o momento em que todos eles acordam juntos em suas camas. Flávio é o último a acordar.




domingo, 24 de abril de 2016

Uma ideia para um gameshow que tem ares de clássico, mas ainda assim é delicioso!

Uma ideia para um gameshow que tem ares de clássico, mas ainda assim é delicioso!

Hoje à tarde fomos minha mulher, meu menino e eu no centenário Parque da Água Branca em São Paulo. Fomo à deliciosa feira de alimentos orgânicos que acontece todas as semanas no galpão do parque.

Após as comprinhas na feira, decidimos explorar o parque uma vez mais, já que o Gabriel não dá sossego e pede para alimentar todos as galinhas e pombas que vê pela frente. Fomos dar num lugar improvável, e ainda assim, bonito apesar das geringonças que haviam se instalado ali.

Tratava-se de um daqueles famigerados parquinhos infantis itinerantes, do tipo que se vê numa viagem de carro pela periferia ou num filme de terror. Os brinquedos mais parecem equipamentos de tortura e só servem para tirar o dinheiro dos pais, e depois, deixá-los morrendo de preocupação do filho pegar tétano durante o (mau) funcionamento.


Mas um daquele brinquedos logo chamou minha atenção. Era uma mini roda gigante na qual se colocam as crianças e o treco roda com elas subindo um pouco mais que três metros.

E logo vieram à minha memória os clássicos game shows dos EUA que utilizam celebridades respondendo a perguntas. Naquele caso, o programa que veio à tona foi o “Hollywood Squares” (em que ficam sentados em um jogo da velha que deve ser respondido pelo participante). No “HS” o participante deve interpretar se uma resposta fornecida pelo famoso convidado está certa ou errada. Após três acertos seguidos, o participante finalmente acerta no jogo da velha e vence a partida. Veja a foto do Hollywood Squares (que virou o quadro ‘Jogo da Velha’ no Faustão):


AS REGRAS DO NOVO JOGO

Com isso em mente, deu para criar uma coisa bem interessante que viria a ser um game show de perguntas e respostas. Nele, colocaríamos 6 (seis) celebridades em uma mini roda gigante montada especialmente para o programa. A roda gira. Ao parar (sempre ao comando do participante que poderia ser da plateia ou, especialmente trazida ao programa):

·        A celebridade que estivesse na parte mais alta responde a uma pergunta de conhecimentos gerais. Essa pergunta pode ser elaborada pela produção OU MELHOR, pode vir de uma carta enviada pelo telespectador.

·        A celebridade que estivesse na parte mais baixa da roda gigante REFUTARIA a resposta. Diria que não tem cabimento essa resposta e daria as razões de sua refutação. Ocorre que tanto um quanto o outro poderá estar certo! Resta apenas à participante escolher dentre as duas possíveis respostas aquela que melhor lhe aprouver.


O participante que conseguir acertar as 6 (seis) respostas (escolhendo sempre a resposta exata dentre as duas possíveis respostas dadas) ganha um prêmio em dinheiro proposto pelo apresentador.
Dependendo do jeito que for gravado, este jogo pode ser transformado em 2 dois programas! Bastaria botar uma entrevista curta com cada uma das celebridades que entrarem na roda gigante e/ou um número musical de uma delas!
Veja algumas possibilidades de nomes que poderiam ser estudados:

RODA RODA-GIGANTE (Em celebração ao Roda Roda)
RODA GIGANTE DOS FAMOSOS
RODA GIGANTE DO PROGRAMA SILVIO SANTOS
RODA GIGANTE TODA GIGANTE


E por aí segue. 
Que tal? Gostaram? Comentem aí e digam o que acharam!










terça-feira, 19 de abril de 2016

Cubo Mágico ou Rubik's Cube

Alguém já resolveu isso?
Ou já tentou resolver?

Baseado nesta resposta, arrisco dizer se você é nerd, meio nerd, ou totalmente nerd (e com um futuro brilhante no Vale do Silício). Quando comprei meu cubo mágico, o tal Rubik's Cube, ganhei de brinde um folheto que me deixou bastante animado, o "guia de resolução do cubo mágico". Segue aqui o danado, devidamente escaneado:



segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Acontece no banheiro de funcionários de uma empresa

Acontece no banheiro de funcionários de uma empresa que faz parte das "100 Melhores Empresas Para se Trabalhar". O sujeito entra sorrateiro. Checa cada um dos gabinetes. Só tem um ocupado. Entra no gabinete ao lado e toma o cuidado de fechar a porta.
Tosse duas vezes.
Do gabinete ao lado, ele escuta outras duas tosses.
Nunca tinha feito aquilo. Por isso a voz saiu entrecortada quando ele se ouviu dizendo:
- Consegui alguma coisa.
Silêncio. Seu coração disparou. "Que se dane!", pensou.
- Enviei dois emails e fiz duas cotações. - insistiu ele.
- Certo! - respondeu a voz - Eu fiz dois follow-ups, mandei quase 10 emails... fora as tabelas que tive de atualizar.
O sujeito mal acredita no que ouve.
- O quê? Como? Como você consegue fazer follow-ups sem eles te ouvirem?
Risada contida do outro gabinete.
- Experiência, meu caro. Experiência! Eu transferi o recebimento de chamadas pro meu celular e depois, é só dar um ida no banheiro pra fazer as ligações. Ou você acha que banheiro é só pra xixi e cocô?
- Eu pedi para você vir aqui porque não dá mais pra continuar assim, Sérgio. Não dá mais pra "não" fazer nada! Eu não aguento mais essas reuniões em que não se define nada! Eu não aguento mais ver uma solicitação pendente e "não" responder a ela. Eu odeio pendência, cara.
Sérgio, de seu gabinete diz:
- Então produza, meu amigo! Produza e reaja. Mas aí vai ter de sofrer as consequências!
Arnaldo, desalinhado, pensa por tempo demais até perguntar:
- Se eu trabalhar... quanto tempo demora até que me mandem embora?
- Uma semana, talvez duas.
- Schhh...
Dois palhaços entram no banheiro e vão até o mictório. Eles parecem cansados.
Arnaldo olhou fixamente para a parede do gabinete e tentou vislumbrar um buraco onde pudesse se enfiar.
Enquanto os palhaços mijam, um deles diz:
- Eu consegui baixar todos os episódios de Big Bang. Tô assistindo um atrás do outro. Acho que acabo a temporada no fim desta semana.
- Caramba! Que legal! Eu não tive tempo de assistir a nada! Fiquei o dia todo no Face.
- Face é legal, mas me deixa muito nervoso.
Risadas. Lavam as mãos.
- Cara, tô cansado! Ficar fazendo palhaçada o dia todo não é fácil! Ainda bem que eu tô me aposentando.
- Você viu uma promoção que saiu no Groupon? Sofá com massageador em sete pontos diferentes do corpo. Você senta e encosta, depois...
Saíram.
Arnaldo retoma a conversa:
- Eu não posso ser mandado embora. E não posso ficar parado também!
- Por isso você entrou no clube! - cortou Sérgio. - Coragem Arnaldo! Se serve de consolo, lembre do que eu te já te disse, "em breve um membro do clube vai assumir um cargo de chefia", esse dia tá perto. Coragem! E tente trabalhar enquanto esse dia não chega!
- Eu preciso do apoio de todos, Sérgio. Porque quero terminar um projeto... de PowerPoint.
- PowerPoint? Você tá maluco? Você quer acabar com tudo? É isso?
- É um projeto pequeno! Só tem 3 slides...
- Não, não, é muito arriscado! Não vale a pena! Fique no email mesmo! Não inventa, Arnaldo!
Arnaldo meneia a cabeça:
- Você parece "eles" falando!
- Eu só não quero perder mais um membro, entendeu? O último fez apresentação de PowerPoint foi acusado de "centralizador" pela diretoria e levou um pé de palhaço na bunda.
- Cara, não vejo a hora de um dos nossos chegar ao comando.
- Eu também torço muito pra isso. Agora chega de banheiro! Eu saio e depois de cinco minutos você sai. Tente entrar um pouco no Facebook e compartilhar alguma coisa. Hoje você não entrou.
- Você consegue ver isso?
Sérgio riu e abriu a porta do gabinete.



quinta-feira, 3 de julho de 2014

Enquanto isso, num bar próximo da gente.


"É esse aí o safado?"
"É, catamo ele correndo aí fora.", respondeu o outro.
O homem cheio de hematomas no rosto estava amarrado a um poste e cercado de gente.
"Me tirem daqui, por favor! Está havendo um engano..."
"Cala a boca que eu não falei com você, vacilão!", interrompeu com um tapa o líder recém chegado.
"Eu não sou ladrão! Sou professor!", insistiu o acorrentado.
"Professor de quê?"
"Inglês", respondeu assustado.
"Inglês o caraio que você é professor de inglês".
"Fala o verbo 'to be' aí.", emendou outro sujeito.
"I am, you are, he is, she is, it is, we are, you are, they are".
Silêncio.
"Tá certo isso, matraca?", quis saber o líder.
"Tá sim", respondeu Matraca, "é mais ou menos isso que eu aprendi". Pensou por um instante e depois emendou, "mas isso aí todo mundo sabe!".
"Tá querendo enganar a gente, fio da puta?", estapeia o rosto do acorrentado. "E o que é 'casa' em inglês?"
"Home"
"Casa é 'house', tio! É 'house'!", reclama o Matraca, exímio conhecedor da língua.
"Pode ser "house" também! Pode ser também!", balbucia chorando o acorrentado.
"Vamo queimar ele!", diz uma voz lá no fundo.
"Shhhiuu! Vamo ficar quieto!", ordena o líder. Ele se volta para o acorrentado novamente, "E carro? O que é carro?"
"Car."
"Car.", repete o líder como se estivesse aprendendo.
Matraca interrompe novamente.
"Carro é fácil! A oficina o alemão chama 'Fast Car'. Tá em todo lugar!"
"Porra! Vamo fazer o seguinte...". O líder tira do bolso um celular top de linha e liga o gravador de voz. "Você é professor de inglês, né?"
O acorrentado assente.
"Então cê vai traduzir tudo que eu falar aqui! Eu vou falando e você vai traduzindo, certo? Então fala aí... eu... fala aí em inglês!"
"I..."
"...nunca mais vou roubar..."
"Mas eu não roubei!"
"Traduz, porra!"
"...will never rob again.."
"...o bar do Seu Felipe..."
"...Mr. Felipe's bar..."
"...e eu mereço me fuder por causa disso!"
"... and I deserve to be fucked because of that."
O líder desligou o gravador e entregou o celular ao seu bom companheiro Matraca.
"Você vai lá no pofessor! Faz ele ouvir esse negócio aí!", instrui ele com cuidado, "Pergunta pro pofessor se tá certo o que falou! Daí você volta aqui e a gente vê o que faz!". 
Matraca sai acompanhado por outros moradores. O líder volta-se para o acorrentado.
"Certo?", pergunta com um sorriso, "Você sabe rezar em inglês? Reza aí pra nóis ouvir!"


terça-feira, 16 de abril de 2013

Chego em casa feliz da vida, abro a porta, e abaixo-me para beijar o pequeno. Com o olhar preso na tevê, ele apenas se permite olhar de relance quem adentrou ao ambiente e perturbou (por alguns segundos) seu deleite imagístico. Havia um sorriso nos primeiros cumprimentos. Hoje nem isso. Na tevê está passando a tal Casa do Mickey Mouse. São 19 horas. Depois de pensar em meter o pé na tevê e mandar o Mickey pra PQP, eu resolvo lançar um "O que você tá assistindo?", ao que ele responde, "O Biq".

A "Casa do Mickey Mouse" é uma série de desenhos da Disney produzidos com qualidade de computação gráfica que começou a ser exibida no canal Disney em 2006. Dá para ver que a série tem o propósito de ensinar crianças em idade pré escolar a identificar formas, cores e ferramentas usuais do mundo dos adultos. Didatismo à parte, o que me espanta são duas coisas, a primeira é a devoção do meu filhote à estrutura das histórias que são apresentadas.


Basicamente cada episódio contém um problema a ser resolvido, uma busca ou viagem rumo à solução do problema e os tais "Mickey-objetos" que serão usados na resolução do problema.  Os Mickey objetos entram em momentos chaves da história, ou seja, quando são realmente necessários à solução do problema, e, como uma brincadeira de encaixar, a criança relaciona o objeto àquela necessidade específica. Para obter os objetos nosso heroi clama pela ajuda de uma versão moderna de gênio da lâmpada chamada de "Tudo", um computador em forma de Mickey capaz de trazer os objetos à cena.


Explicar mais é bobagem. O pai ou mãe tem de assistir para entender. Eles acertaram em cheio. Quando o "Biq" não está passando na tevê, eu ou minha mulher às vezes recorremos ao Youtube a fim de deixar o pequeno quieto por alguns instantes e nós podermos realizar alguma tarefa. Agora eu cheguei na segunda coisa que me espanta sobre o desenho. Ao procurar o desenho no Youtube, percebi que ele está em todo o lugar. Está no mundo todo! A mesma abertura com musiquinha e crianças cantando pode ser ouvida em francês, russo, japonês e tantos outros idiomas que não consegui identificar. O vídeo ao lado, por exemplo, é da versão de Portugal. Então se quiser conhecer o Mickey lusitano, é só clicar no vídeo. A Disney não está para brincadeira! Pensei em colocar um episódio do desenho (ou uma simples dança do Mickey) na rede somente a fim de ver como se comportariam seus advogados de direitos autorais, mas fiquei com medo. A Disney pode brincar com você, mas é melhor você não brincar com ela.

terça-feira, 22 de maio de 2012

O que faz uma criança feliz?

Diretoria da SBP

A SBP e o Instituto Datafolha ouviram 1.525 crianças brasileiras de 4 a 10 anos, de todas as classes econômicas, em 131 municípios. O trabalho foi realizado com base no instrumento de avaliação de qualidade de vida AUQEI e o desenho amostral elaborado com base no Censo de 2010 (IBGE). A pesquisa sobre estados emocionais foi quantitativa, com abordagem domiciliar. Teve como objetivo conhecer mais profundamente os desejos e necessidades dos pacientes pediátricos, para que seu médico possa, cada vez melhor, orientar as famílias nas consultas. As crianças responderam uma questão aberta: “O que você mais gosta de fazer quando não está na escola?”. Além disso, foram propostas 26 situações, para que utilizando uma escala visual de cinco pontos (cartão “de carinhas”), manifestassem seu estado de alegria ou tristeza frente a cada uma. A criança respondeu na presença do responsável, após sua autorização.

O que sentem? Do que gostam?

O que deixa a criança “muito alegre” e “alegre” é o dia do seu aniversário (96% das respostas), praticar esporte (94%), brincar com os amigos (92%), as férias escolares (91%), assistir TV (90%). A situação na qual se sente “muito triste” e “triste” (71%) é ficar longe da família. Mas independente da natureza, os primeiros lugares ficaram com jogar bola (33%), brincar de boneca/boneco (28%) e assistir TV (26%). Andar de bicicleta veio a seguir, com 19%. O pega-pega ficou 17%. Empataram, com 14 % das preferências, o esconde-esconde, brincar de carrinho e video game.

Na sequência, estão brincar de casinha (10%) e no computador (9%). Apareceram também soltar pipa e desenhar/pintar (6%), pular corda (5%), brincar de corrida, com brinquedos (sem especificar qual), animal de estimação e estudar (4%).

Dicas da SBP para as famílias . 

O principal é o carinho. 

- O que faz a criança feliz não é o brinquedo, é brincar, é conviver com a família e amigos. Os pequenos não são consumistas. .

O núcleo familiar proporciona sensações alegres e prazerosas 

- Fica clara a grande importância dada pelas crianças ao convívio - tão decisivo para o seu desenvolvimento emocional e cognitivo - não apenas com a família nuclear, mas também a “estendida”. - 87% dos entrevistados se definem como “alegres” ou muito alegres” quando estão com os avós, na mesa com a família e quando pensam na mãe. - 83% se dizem também “alegres” ou “muito alegres” quando brincam com os irmãos e 78% quando pensam nos pais.

Criança gosta de estar com criança. 

Até por isso fica tão feliz no aniversário. - 47% dos entrevistados informaram que ficam “tristes” ou “muito tristes” quando brincam sozinhos. A convivência deve ser incentivada. .

As brincadeiras tradicionais trazem mais alegria. 

- Apesar da forte presença da TV e dos eletrônicos em geral (o computador é importante principalmente entre os mais velhos), não apenas ainda existe o Brasil das brincadeiras tradicionais, como essas ainda trazem mais alegria do que as propostas mais atuais de diversão/lazer.

É importante incentivá-las. 


- Brincadeiras de rua, apesar das limitações impostas pela violência urbana, e mesmo que não praticadas, estão em primeiro lugar no desejo das crianças.

TV, computador e falta de outras opções.

- Em geral, a criança se volta para o brinquedo eletrônico quando está sozinha. Mas se for oferecida uma alternativa, prefere. - Os eletrônicos entram na vida da criança muito cedo e ganham espaço excessivo quando faltam alternativas. Os pequenos acabam se acostumando, adquirindo o hábito. - É preciso oferecer outras experiências, criar mecanismos para que possam fazer atividades apropriadas à faixa etária. .

É muito importante que as crianças, desde pequenas, sejam incentivadas à pratica esportiva e demais bons hábitos. 

Atividades individuais são um pouco mais comuns (85%) que as sociais (74%) - mas essas devem também ser incentivadas, pois criam sentido de sociedade, compartilhamento, ganhar e perder, respeitar, características importantes, que surgem para as pessoas no seu crescimento e desenvolvimento através das brincadeiras. 

As crianças brasileiras têm uma imagem de si mesmas atual e futura muito boa e com confiança.

- A maioria fica alegre quando vê uma fotografia sua (86% alegria) e quando se imagina adulta (87%).

O futuro é bem-vindo. 

- 87% dos entrevistados ficam “alegres” ou “muito” quando pensam em si mesmos como pessoas grandes. A situação foi proposta para os que têm entre seis e 10 anos.

Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Escrevendo de um futuro próximo!

25 de maio de 2032. Há 20 anos ocorreu a reforma do nosso Código Florestal. Devido às mudanças ocorridas neste novo Código, tornamo-nos os principais exportadores de produtos agrícolas do mundo. Foram necessários apenas 6 anos para que ultrapassássemos a Europa e os EUA nesta corrida agrícola, e voltássemos a ser cunhados com a expressão "Brasil, Celeiro do mundo". Mas qual foi o preço que pagamos? Ninguém está querendo olhar a conta. É como se estivéssemos em uma roda de amigos e, depois de uma noitada de chope e excessos, chega a conta. E discretamente, todo mundo espera que algum afobado se apresse em pagá-la. Mas a outra conta (a do Código) infelizmente vai ter que ser dividida pelos mais de 250 milhões de brasileiros que se calaram quando o código foi revisto e mexido. Obviamente as indústrias exportadoras de produtos agrícolas foram os maiores beneficiados e à medida que nosso gargalo industrial exportador crescia, o produtor rural de médio porte desaparecia. Hoje eles fazem parte da história (a não ser, é claro, que produzam algo para consumo próprio). A dicotomia existente na produção de alimentos brasileira é formada pelos gigantes exportadores de um lado e pela produção particular, artesanal, de consumo próprio do outro. Vale tudo na hora de disputar o primeiro lugar em exportação. A Amazônia também perdeu em favor deste primeiro lugar. Temos mais áreas de plantio, temos mais pasto, e a cultura do desmatamento não só continuou como se solidificou depois da dita reforma (afinal, desmatar não é crime quando se pode contar com a anistia do governo). Hoje podemos ver pelo satélite alguns "buracos" na mata que não eram visíveis há vinte anos. Buracos do tamanho de cidades inteiras. Li certa vez sobre o número de espécies que se extinguiram neste período, mas eram tantas que não consegui guardar na cabeça. O único nome que guardei foi o do tatu-canastra. Guardei porque apesar de ser uma sub-espécie de tatu, é difícil imaginar que o prato que seus pais comiam não vai mais existir. Bem, termino desejando vida longa ao projeto exportador brasileiro. Não era isso que eles queriam? Alimentar bilhões de bocas mundo afora? Eu só não procuro pensar muito até quando isso vai durar (ou o que vai acontecer quando esse modelo entrar em colapso) porque adoro dormir à noite. Insônia não é comigo.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Opinião de Laforet sobre a Canon EOS C300 Digital Cinema Camera

Vincent Laforet, fotógrafo, entusiasta do cinema digital e responsável por um dos vídeos feitos com a EOS 5D Mark II mais bem realizados e fotografados dos últimos tempos (vale a pena conferir, ele se chama Reverie) testou a câmera C300 recém lançada no mercado americano pela Canon.


Mobius :: Behind The Scenes from Blake Whitman on Vimeo. Considerada um avanço nas funções de vídeo da 5D Mark II, a Canon C300 é realmente um arraso! Possui latitude maior que sua predecessora, grava de modo redundante em 2 cartões compact flash, possui filtros ND (ao ponto de não terem precisado usar matte box no deserto!), possui entrada de mic XLR para gravação de som balanceado, enfim, é realmente uma resposta ao mercado que vinha se queixando das "limitações" da 5D (as aspas são para lembrar que a 5D, antes de tudo, é uma máquina fotográfica!).

A Canon soube ouvir os seus consumidores e lançou então o que poderia ser sua melhor câmera para "cinema digital". O único porém é seu preço, são 16 mil dólares nos EUA. As câmeras que no momento disputam o mercado com a C300 são a Arri Alexa e a Red Epic, todas com imagens lindíssimas e preços salgadíssimos. Quando a c300 for lançada aqui (se for lançada) provavelmente o seu valor vai fazer muita gente permanecer com suas 5D e 7D's. 

A estratégia de marketing contou novamente com a participação de Vincent Laforet que 3 meses antes do lançamento, pediu para testar a c300 através de um curta metragem. O resultado são estas imagens impressionantes (vale ressaltar que elas não estão em sua melhor resolução, já que foram feitas especialmente para circular na internet, quem quiser as imagens em FULL HD, visite o site do fotógrafo). 

Mobius from Vincent Laforet on Vimeo.

Por que Neil Patel é tão bom?

Quando este indiano criado nos EUA criou a conta "@whoisneilpatel" ninguém entendeu nada. Surgiu logo depois as fotos de modelos...