sábado, 18 de abril de 2009

Internet e TV Aberta - A lição da Bravo.

O canal Bravo, dos EUA, tem um programa chamado "The Real Wives of Orange County" (algo como "As verdadeiras esposas de Orange County"), trata-se de um reality show cretino que acompanha o dia a dia de dondocas da cidade de Orange County. Até aqui, nada de interessante, mas se virmos o trabalho realizado pelo pessoal da Bravo para promover este programa, aí começa a parecer algo digno de nota. A Bravo está promovendo o seu programa através do que se chama em inglês "mobile website", ou sites exclusivos para serem acessados por aparelhos móveis. Segundo a revista Television Week, o número de acessos destes sites exclusivos dobrou de 2007 a 2008. Além disso, houve uma explosão no uso deste recurso em outubro de 2008 que depois dobrou, mês a mês, embora a emissora tenha se recusado a divulgar números ou o motivo disto (desconfia-se que seja ao sucesso de vendas dos smartphones).

É nesses mobile websites que o fã destes programas (neste caso, o "The Real Wives...") pode votar e comentar se Lynne, uma das participantes, está sendo uma boa mãe. Se Gretchen (outra participante) está apenas interessada em dinheiro e muitas outras questões não tão existenciais, mas extremamente importantes para a audiencia do reality show. Trata-se de mais uma oportunidade de divulgação e, por que não dizer, de negócio, que surgiu para um produto de entretenimento que foi totalmente aproveitada por uma empresa antenada com a tecnologia de sua época.

Não é de hoje que internet e emissoras de televisão dos EUA andam de mãos dadas. Aos beijos na verdade. Promover um programa na internet é algo tão comum para eles que empresas como a ABC por exemplo, chegam a produzir episódios de Ugly Betty exclusivamente para seus sites. São chamados no jargão de marketing de "webisodes", com historinhas inteiras (não tão longas quanto episódio da tevê) e dicas de personagens sobre os assuntos mais pueris. A CBS vai pelo mesmo caminho e explora todos os recursos de divulgação (além das possibilidades comerciais) disponíveis atualmente para seus programas. Em todos estes sites pode-se:

  • assistir episódios (inteiros) de suas séries preferidas;
  • bater papo com fãs no chat enquanto se assiste a um episódio;
  • ver trechos nunca antes mostrados de alguns programas;
  • ver entrevistas com atores e "making of";
  • inscrever-se para promoções, sorteios e futuras edições do programa;
Pode-se dizer que a era dos mobile web sites é um avanço natural para as emissoras divulgarem seus produtos, já que os sites convencionais estão sendo usados em sua capacidade plena. É claro que anunciantes não estarão de fora deste "boom". No caso da Bravo, por exemplo, empresas de peso como a Toyota e a Maybelline já possuem espaços reservados nesta nova mídia, talvez porque os meios tradicionais de anúncio na internet estejam abarrotados ou caros demais. Ferramentas como chat para os programas, votação por mensagens de texto e jogos já estão com anunciantes.

A iniciativa da Bravo em expandir sua capacidade em atender mais (e melhor) seus usuários com celulares é a prova de que as campanhas publicitárias nesta mídia tendem a aumentar de modo significativo nos próximos anos. "Estamos tentando criar assunto antes, durante e depois que o programa for ao ar, e assim criar uma experiência mais profunda com o telespectador e maximizar o efeito de 'boca a boca'", disse Lisa Hsia, vice presidente de mídia digital da Bravo. Seguem em números quais serão as perspectivas para a banda larga nos próximos anos.

  • 436 milhões: É o número de casas com banda larga em 2010.
  • 864 milhões: Será o crescimento deste serviço até 2020.
  • 150 milhões: Número de residencias que também possuirão dispositivos móveis em 2010.
  • 6 em 10: É a proporção de casas com banda larga que acessarão outros dispositivos em 2020.
É claro que seria interessante um serviço desta natureza no Brasil (se é que já não existe), mas avançar para esta etapa sem ter explorado totalmente nossos websites seria realmente uma pena. Jogos em flash, chats, votação, entrevistas e vídeos inéditos de programas são apenas uma amostra que poderia ser usada e incrementada em nossos sites. A promoção do produto é tão importante quanto o produto em si. Esse recado foi passado pelas grandes emissoras americanas há tempos, e por que não foi seguido plenamente pelo pessoal daqui é a pergunta que martela na minha cabeça.

terça-feira, 14 de abril de 2009

O dilema da MPA / APCM

Depois do anúncio de fechamento do Series BR, um popular site de downloads de séries da internet, li aqui que os americanos estão cada vez mais assistindo séries em seus computadores. Somente no mês de março foram assistidos via streaming mais de 9 bilhões de vídeos (cerca de 130 milhões de americanos usaram o serviço neste mês). O serviço de vídeos pela internet tem crescido exponencialmente e só acho que vai estabilizar no momento em que o número de usuários for parecido ao número de telespectadores.

O "Séries Br" possuía uma acervo fantástico. Era através dele que os brasileiros mantinham-se atualizados sobre suas séries prediletas. Era simples assim: um episódio de Lost saía na quarta feira nos EUA, na quinta o site já possuía o seu link. Eficiente, simples e até mesmo (no devido tempo) oferecia ao internauta a opção de assistir ao filme com legendas. Não teve outro jeito: cresceu tanto que chamou atenção da poderosa (e ineficaz) APCM (Associação Antipirataria de Cinema e Música) que não demorou muito para entrar com um pedido do fechamento do site junto ao Google. Ponto para a APCM, ponto também para a MPA (Motion Picture Association, órgão que representa os produtores de conteúdo americanos) os direitos dos seus associados foram mais uma vez resguardados. Mas e o público?

A MPA, os estúdios e seus distribuidores aqui no Brasil podiam aprender algo disto. A partir do histórico promovido pelo Séries BR será que ninguém teve a (não tão) brilhante idéia de montar um site voltado - legalizado obviamente - para a exibição das séries mais populares e atualizadas do momento? É tão difícil fazer isto? Por que não fazer aqui o mesmo que a ABC, CBS e NBC fizeram nos EUA e montar um site no qual possamos assistir a um episódio completo da série cuja exibição perdemos na televisão? O leitor mais atento poderia sugerir agora para que acessemos o site original americano. Não dá! A coisa lá foi feita do jeito correto. Os vídeos estão restritos aos EUA! Limitaram o acesso aos americanos, para poderem negociar tranquilamente os contratos com outros países, mas não deixaram o público na mão.

Agora... o que a MPA quer que façamos por aqui? Eles querem que na era da internet 2.0 nós esperemos 6 meses para assistir ao episódio na tevê a cabo? E quem não tem tevê a cabo? Reza para que ela seja comprada por uma emissora e espera 1 ano? Só posso dizer que eles são doidos ou ignorantes. Não há como refrear o público deste jeito. Se continuar assim, não vai demorar muito para que surja um site substituto com tantas ou mais atrações (ilegais) que o seu predecessor.

Enquanto a MPA/APCM se limitar a fechar sites piratas e não prover o público com alternativas viáveis de comercialização de conteúdo, suas ações serão irrelevantes, e o que é mais sério: vão estar deixando de ganhar um bom dinheiro! Se o pensamento produtivo deles ainda se baseia no ciclo (já batidíssimo) CINEMA / TV ABERTA / CABO e DVD, eles precisam seriamente de ajuda. Não seria de todo mal que alguém do site "Séries BR" lhes propusesse um novo conceito em distribuição, afinal, tempo é dinheiro.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

O caso X-Men Origens!

Saiu no Twitter faz uma semana: "X Men Origins" vazou na
internet! A FOX empreendeu uma verdadeira caçada aos culpados. O arquivo foi parar no The Pirate Bay, e uma vez lá dentro... bau, bau! É uma questão de minutos até que não haja mais volta. Chegaram a retirar o link do primeiro fornecedor (seed) mas não adiantou mais! Os arquivos se espalharam como vírus, e em instantes eles estavam em primeiro lugar no quadro dos mais baixados do site e chegaram em outro grande portal de "torrent", o Mininova! Restou apenas ao estúdio minimizar o prejuízo declarando que o filme estava sem sequências inteiras e sem finalização em diversas cenas. Aconteceu também um episódio interessante. Os sites de entretenimento, blogs e sobre o universo Marvel boicotaram o produto pirata! Eles não postaram qualquer comentário sobre o filme pirata, justamente para coibir seu coméricio ilegal.

Depois de pesquisar o material vazado, os produtores começaram a desconfiar da Rising Sun Pictures. A RSP é uma produtora australiana de efeitos visuais responsável por maquiar filmes como Superman - O Retorno, Harry Potter e a Ordem de Fenix só pra citar 2 e me poupar trabalho. A empresa tem nome, história e alguns contratos pra zelar. Se foi ela realmente a responsável pelo vazamento do filme (isso vai ser provado mais tarde), seria um episódio lamentável. Basta se colocar no lugar do dono da empresa. Um sujeito que levou anos para construir uma reputação num mercado tão concorrido como o do entretenimento e que pode perder tudos isso com a ação de apenas 1 mané.

Acho fácil pegar o responsável pelo vazamento: basta verificar as contas bancárias do envolvidos na produção dos efeitos visuais! Veja lá o depósito destoante de alguns milhares de dólares vindos "sei lá de onde" e "voi lá", aí está o seu fulano! É óbvio que uma ação deste tipo (leia-se ousada) foi financiada pelo mercado negro. Um técnico de efeitos visuais não ganha muito por mês, pode ganhar mais do que eu e você juntos, mas não o suficiente para recusar um proposta vultosa vinda "sei lá de onde".

Fico curioso com a brecha que este tipo de ação vai causar no mercado. Podem acontecer duas coisas:
  1. Do mesmo modo que aconteceu com o nacional Tropa de Elite, a FOX vai ter um lucro recorde com o filme, motivado pelo marketing obtido com tal notícia (filme vazado, curiosidade dos fãs) sem ter que gastar muito com publicistas. Daí será uma questão de tempo até que outros títulos vazem na internet sem que os produtores consigam conter "os infiéis".
  2. O filme fracassa na bilheteria motivado principalmente pelos péssimos comentários daqueles que já assistiram pela internet. Isso será vital para que o estúdio (e seus concorrentes) tomem providências urgentes sobre como conter e segurar o tráfego de material entre a produtora e as empresas contratadas para finalização e efeitos. Em uma visão mais alarmista, talvez eles até deixem de terceirizar estes serviços e passem a fazer tudo (de novo) em suas instalações. Será uma solução mais cara, mas será também seguro.
Ainda não me decidi sobre assistir (ou não) este filme da internet. Parece tentador, já que eu adoro ver filmes em versões inacabadas (disco 2 de DVD às vezes é assistido primeiro lá em casa). E talvez minha escolha não faça diferença nesta indústria gigantesca que é o cinema americano. E pensando melhor: foi com o público pensando assim que o filme X-Men Origins se tornou o campeão de "downloads" no sites piratas!

domingo, 29 de março de 2009

O "Ídolo" das emissoras!


Deu na imprensa americana desta semana: A Fox americana venceu fácil na última quinta feira. Ela teve um total de 16 milhões de telespectadores e conseguiu 6.1 pontos no índice Nielsen (o IBOPE deles) contra 3.8 pontos da ABC (10 milhões e 900 mil telespectadores) e 3.5 da CBS (10 milhões e 100 mil). São quase 6 milhões de telespectadores a mais! Sabem o que é isso? É quase o público total que assiste à Oprah Winfrey! Para seus executivos, não existe programa mais interessante no mundo! American Idol é um fenômeno de audiência, de marketing e de merchandising. Tudo nele é exagerado. Foram mais de 4 mil "product placements" (inserção de produtos) durante a 7a temporada. Um anúncio de 30 segundos custava cerca de 700 mil dólares. Empresas como Coca Cola, Ford e Apple inundam o programa de comerciais e merchandising, sendo impossível escapar deles mesmo na era do TIVO (aparelho que permite "pular" comerciais).

Por causa de American Idol, a Fox também venceu (já está se acostumando a isto) o páreo da semana. Foi o programa mais visto seguido da ABC com seu Dancing with the Stars. Em terceiro, temos novamente o American Idol (sim, ele passa 2 vezes na semana) para somente então deixar lugar para os programas esportivos e de ficção. Agora, você pergunta "por que a razão de tanto sucesso?".

É claro que o programa é bem produzido, bem editado e bem vendido. Nisso não há dúvida! Mas a razão da audiência não é essa. Talvez esteja na própria sociedade americana e em seu gosto particular de cultuar ídolos (ou aquele que estiver a caminho de ser ídolo), talvez esteja no prazer que sentimos quando alguém que canta mal é escorraçado pela "simpática" figura de Simon Fuller, talvez sejam as discussões acaloradas entre os jurados quando há divergência entre votos e a aprovação do candidato depende apenas de um jurado indeciso.

As explicações para o sucesso do programa resultaram até mesmo em trabalhos acadêmicos que podem facilmente ser consultados no Google, no entanto, tenho a minha própria teoria: eu acho que na verdade ninguém sabe! Nem mesmo os produtores Simon Fuller e Nigel Lythgoe sabiam que o programa de competição que eles bolaram lá em 2002 alcançaria tanto prestígio e teria tantas temporadas (8, na verdade). A única certeza que temos sobre American Idol é que certamente teremos versões deles pelos próximos 3 anos, pelo menos.

Outra certeza de American Idol (que pode ter relação direta com seu sucesso duradouro) é o fato de seus participantes estourarem na mídia após vencerem o programa. Eles gravam discos, suas músicas estouram na Billboard transformando-os em verdadeiras celebridades "a posteriori". Neste caso, "american idol" não é apenas uma logomarca do programa, eles são sim uma fábrica de ídolos. É dali que saíram Kelly Clarkson, Clay Aiken, e ultimamente David Cook. Um detalhe: não precisa ser vencedor do programa para ser considerado um ídolo americano. Esse foi o caso por exemplo de Clay Aiken que ficou em segundo lugar mas teve uma carreira tão ou mais bem sucedida que o vencedor (Ruben Studdard).

As versões brasileiras do "AI" ficaram primeiramente a cargo do SBT que estreou com seu Ídolos em 2006 . Durou 2 temporadas. O suficiente para que a Record interviesse e comprasse o formato em 2008 (não vou entrar em detalhes sobre a briga entre as duas pela compra do formato, adianto apenas que daria para fazer um bom documentário disso tudo). Ao contrário dos EUA, aqui ninguém tá muito interessado em manter ídolos depois de lançados, afinal, o negócio sai caro para todo mundo e pagar "jabá" para estas rádios tocarem suas músicas é a última coisa que uma emissora quer fazer. Desejo toda a sorte do mundo aos vencedores das edições brasileiras (Leandro Lopes, Thaeme Marioto e Rafel Barreto) porque eles vão precisar num mercado musical tão viciado como o nosso.

terça-feira, 17 de março de 2009

NATPE, agora em vídeo!

NATPE quer dizer "National Association of Television Program Executives" ou Associação Nacional dos Produtores de Programas de Televisão. Eles produzem anualmente em Las Vegas uma feira mundial onde não se negocia anualmente sobre algo que na verdade é virtual, não existe no nosso mundo físico. Eles negociam centenas de milhões de dólares em compra e venda de "formatos" de programas de televisão. Não é fantástico?

Isso quer dizer que um belo dia, um sujeito teve uma idéia para um programa de televisão, game-show, novela, filme, telefilme, reality show etc... e antes de fazer o que centenas de outras pessoas fazem diariamente pelo mundo... ele decidiu registrar sua idéia. Depois dedicou a ela alguns momentos do seu dia até que ela se trasnformasse em algo sólido que pudesse ser vendido a produtores de conteúdo (incluídos aqui a pequena produtora XYZ até os grandes conglomerados de mídia que assustam a todos pelo enorme tamanho e poder de fogo em produção de conteúdo). Depois que o filme, programa, novela, etc... é produzido ele é negociado na feira NATPE para o mundo todo. Literalmente.

É lá que se encontram os nossos peixes graúdos da televisão brasileira (se quiser chama-los de tubarões, tudo bem, não vou criar caso por isso). Representantes das Redes Record, SBT, Globo e Bandeirantes batem anualmente o cartão para entrar por seus imensos corredores e vasculhar com olhos nervosos os cartazes trazendo os novos formatos do setor (que não têm sido muitos ultimamente). Foi lá que a Globo fechou com a Endemol um contrato para ter o "direito" de produzir uma versão do Big Brother aqui no Brasil. Foi lá que o SBT comprou os direitos de poder produzir programas como Supernanny e Topa ou não Topa. Eles foram lá desembolsaram dinheiro pelo "direito" de se usar uma idéia! E às vezes brigam por ela! É o que aconteceu recentemente no embate travado pela Record e SBT pela posse de uma preciosidade chamada: American Idol!
Você deve estar se perguntando onde estou querendo chegar. É simples: a NATPE é o exemplo real e imediato de que idéias valem ouro! É claro que não pode ser qualquer uma. A idéia do sujeito lá do primeiro parágrafo foi pesquisada, debatida, produzida e exibida em seu país de origem. E só então pode ser negociada na NATPE! Munidos de relatórios de audiência e citações de jornais e revistas, os executivos tentam fazer seu formato crescer aos olhos do cliente, para então negociar um contrato (muitas vezes vultoso, dependendo da audiência obtida pelo formato) com prazo de validade e regras específicas de produção e exibição. Mas apesar do caminho sinuoso até chegar à NATPE e apesar das muitas mudanças sofridas ao longo deste caminho, o cerne do negócio ainda é a "idéia".

Uma idéia vale ouro! Trabalhe em cima disto! Trabalhe em cima de sua idéia! Quem sabe daqui a alguns anos ela não venha a ser negociada na NATPE? :))

Para os executivos que não puderam (ou não quiseram) frequentar as dezenas de palestras e conferências da feira (foram muitas, acredite!) houve uma boa notícia: elas foram gravadas e autoradas em DVD! São palestras absurdas de boas, com convidados do calibre de Ben Silverman (CEO da NBC) e Anne Sweeney (ABC), executivos de empresas como TIVO e Lionsgate entre outros. Tudo isto está em um pacote de 12 DVDs no disponíveis no site dos caras. Algo absolutamente indispensável na biblioteca de uma faculdade de Publicidade e Propaganda.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Survivor Tocantins

Lembra do programa "No Limite", da Rede Globo? Aquele que os competidores tinham de comer verme, passar por provas de resistência e no final da edição o Zeca Camargo abria a caixa com os votos de que seria eliminado naquela episódio? Pois ele não é nada mais nada menos que a edição brasileira do americano Survivor.

O Survivor é programa de gente grande. Criado há 18 anos pelo "media mogul" Mark Burnett, ele faz parte do seleto grupo de programas que inaugurou o gênero (copiado posteriormente à exaustão) que ficaria conhecido como reality show. O programa mostra uma batalha na selva que é travada por 16 participantes ávidos por chegar à final e ganhar o prêmio de 1 milhão de dólares. Pouco mudou desde sua criação (não se mexe em algo que traz audiência), assim vemos ainda hoje o candidato passando por provas de resistência, de aptidão física e ainda há aquelas provas que fazem o seu estômago revirar. Come-se de tudo em Survivor: esquilos, cobras, lagartos, escorpiões, grilos, vermes e tudo o que eles mais encontrarem nos países que servem de locação para eles. Já foi exibido Survivor Guatemala, Fiji, Amazônia, Palau, China, Ilhas Cook, Micronésia, Gabão e desta vez a CBS nos brinda com Survivor... Tocantins!

O programa foi gravado na cidade de Jalapão entre os meses de novembro do ano passado e janeiro deste ano e depois de uma elaborada edição e pós-produção, estreou na CBS no dia 12 de janeiro. Não é exagero afirmar que as gravações de Survivor impulsionaram o comércio e turismo do local de um modo como há muito tempo não se viu. De acordo com informações do governo de Tocantins, a alta do comércio foi de até 30%. O governo divulgou também que para a gravação da série foi mobilizado um contingente de 400 pessoas do Brasil e do mundo, uma equipe digna de super produções de Hollywood.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Seu caderno virou 3G


Neste mundo, num certo dia, um sujeito ficou satisfeito porque havia adquirido mobilidade! Estava feliz porque comprou um caderno especial, pautado na frente e quadriculado atrás. Isso era fantástico porque permitia a ele escrever na frente pautada, enquanto atrás do caderno ele podia fazer rascunhos de seus projetos eletrônicos (pois a parte quadriculada ajudava a esquematizar com mais facilidade).

Imaginem que ele podia levar esse caderno para o lugar que quisesse. Nas aulas da faculdade ou até durante seu trajeto à biblioteca, ele poderia botar sua cuca para funcionar e criar seus esquemas eletrônicos mirabolantes. Todo lugar era lugar de ser criativo. Viva a modernidade!

Agora, o mais incrível: ele achava (de verdade) que sua vida estava mais fácil!

Assim como a vida de sua namorada. Ela, por exemplo, estava igualmente feliz porque havia comprado uma máquina de escrever elétrica. Agora ela não tinha que forçar os dedos ao datilografar sua monografia de linguística, bastava apenas um leve toque... e lá estava a palavra no papel. Ela até mesmo podia levar a máquina consigo, caso tivesse que escrever algo na faculdade, pois a “bichinha” se transformava numa valise, bastava apenas puxar a alça. Ah, viva a modernidade!

Ela também achava que sua vida ficou mais fácil.

Acontece, que o sujeito do primeiro parágrafo sou eu. E a namorada do terceiro parágrafo, é minha mulher. E isto tudo realmente aconteceu. Adoro saudosismo, tenho um monte de coisas que remontam aos anos 80 e 90, mas situações como estas não deixaram saudades!

Ah só pra constar! Estou escrevendo isto de um
cybercafé, após consultar alguns dados na internet e depois de ter pausado o meu projeto em Autocad. Vou ter de ficar por aqui, pois tenho que ler os emails dos colegas que deverão “pipocar” em instantes para comentar o projeto (um deles está no Ceará, e dois no Mato Grosso). E viva a modernidade!

segunda-feira, 2 de março de 2009

Watchmen, será que vinga?

Nossa! Quanto tempo! Estive fora porque estava ocupado em inserir legendas de um programa jornalístico americano e aquilo me consumiu de um jeito que era apenas acabar meu horário e eu não queria mais saber de teclado em minha frente. Eu sei, foi "over" isto, mas devo confessar que bateu um tédio porque algumas coisas que eu esperava acontecer não aconteceram e fiquei um pouco chateado com a situação toda. Mas isso também não é desculpa pra eu deixar de postar, então... putz! O que devo fazer? Bem, vou ficar quieto e postar alguma coisa.

Segue o novo clip de
Watchmen. Eu simplesmente acho o gibi sensacional. Foi a melhor coisa que saiu em quadrinhos em todos os tempos (ao lado de Sandman). Sim, você leu corretamente. Em todos os tempos. A imprensa pode falar o que quiser do Alan Moore, podem chama-lo de recluso, de doido, de bruxo, do que quiserem, mas este inglês é na minha humilde opinião o mais genial roteirista vivo. Tanto é que resolvi traduzir (de graça, olha que eu não faço muito isso) um texto dele no qual ele disseca a arte de escrever para quadrinhos. Vou disponibilizar depois para os estudantes de roteiro que quiserem aprender um pouco mais com o mestre (é claro que vou resolver as questões de direitos autorais primeiro, com estas coisas não se brinca).

A primeira notícia que ouvi sobre Watchmen transformar-se em filme foi pouco depois do lançamento do gibi, no começo dos anos 90. Imediatamente entrei no coro de milhares de outros fãs que disseram categóricos "Não dá pra fazer!". E claro que na época os estúdios depois disseram: "Não dá pra fazer! Vai ficar muito caro!". A partir daí morreu o assunto. Mas em Hollywood, depois que Homens Aranhas, Hulks e Homens de Ferro saíram das páginas da DCComics e inundaram seus cofres de dinheiro, não precisou de muito esforço para que um executivo tirasse o pó do projeto e resolvesse colocar a produção de pé. O escolhido para dirigir não era tão mal assim: Zack Snyder, o mesmo de 300. O visual, pelo menos, não iria fazer feio.

Agora o trailer taí. E já tá causando. Eu assisti e gostei, mas devo confessar que em momento algum fiquei comparando "ah, isso aqui não tinha no gibi, ah naquilo o gibi tá melhor, etc..." Pára! Não vamos também ser fanáticos! Vou assistir ao filme como quem assiste a um produto inédito e depois vou dizer se gostei ou não. Do trailer eu gostei. Veja se você gosta:


domingo, 18 de janeiro de 2009

Por que a edição deles é tão diferente da nossa?

Estive assistindo a alguns programas de fofocas estrangeiros (neste caso, o TMZ, o Extra e o Entertainment Tonight) e notei o quanto são ágeis as edições das matérias destes caras. Uma notícia de 1 minuto sobre uma celebridade chega a usar 10 fotos e um trecho em vídeo de 20 segundos. E não são quaisquer fotos. Elas têm uma resolução muito boa porque a edição trabalha com keyframes de modo que haja zoom nas pessoas em momentos chave da reportagem. Codiloco.

Aqui o máximo que a gente consegue ver na tevê é uma foto estática sobre um fundo da Digital Juice. Um pouco menos e estaríamos falando de um vídeo de casamento. Ou de uma apresentação em Powerpoint. O que me pergunto é: editor brasileiro tem preguiça ou não tem equipamento?

Digo isso porque os programas de celebridades acima são diários e suas edições devem ser igualmente rápidas. É necessário equipamento à altura pra que esses efeitos estejam prontos no mesmo dia. Esses efeitos de foto, GC e vídeo não são difíceis de se fazer. Eu até faço alguns deles em casa, mas digo desde já que demora. Porque o computador tem de renderizar tudo isso, o que levam horas, e horas são preciosíssimas quando o assunto é "produção de programa de celebridades". Mas eu não acredito, sinceramente, que nosso equipamento esteja tão aquém assim do equipamento gringo. Não acredito nisso, afinal, temos os nossos Macs aqui, nossas estações Avid e temos nossoa "Motion" também (quando um After FX não puder ajudar). Então a pergunta permanece: por que a nossa edição é tão sofrível?

Isso me lembra de uma história que ouvi de uma funcionária de gravadora. Na época, estavam mandando pra Los Angeles uma fita recém gravada dos Titãs para fazer uma masterização. Eu perguntei por que isso já que tínhamos os mesmos equipamentos por aqui. "É por causa do produtor!", respondeu ela enquanto embalava a master. "Mas não temos produtores aqui que podem fazer isso? Eles não podem aprender com os caras?", insisti na questão. "Não fica igual! Os daqui não são ousados como os de lá! E outra: os americanos têm mais de 50 anos de tradição no rock!".

Acho que isto explica muita coisa. Inclusive o fato da nossa edição de vídeo ser tão simplória em comparação com a edição americana. Não somos ousados como eles! Pra quem não concorda comigo, no dia que você encontrar um trabalho de edição igual a este aqui no Brasil, você me avisa, ok?

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Cloverfield Files - Alguém viu?

Cloverfield veio pra cá, estreou mas não fez tanto barulho quavnto lá fora. Pra quem não sabe, esse filme traz todo um conceito novo ao contar uma história, porque ele foi filmado totalmente em vídeo e toda estrutura dramática se desenvolve a partir do ponto de vista de quem filma.

Esse filme foi a penúltima incursão no cinema feita pelo produtor de tevê J.J. Abrams (a última foi a nova versão de Jornada nas Estrelas, ainda inédito por aqui). Ele me nocauteou nos primeiros 15 minutos de exibição, depois a trepidação e a correria começaram a me irritar, mas deu pra assisti-lo até o final. Até porque eu nunca tinha visto algo do tipo. E não me venha com o papo de que "As Bruxas de Blair" ou a galera do "Dogma 95" fez isso antes porque não cola. Eles não tinha orçamento nem efeitos visuais, portanto não é a mesma coisa.

Pra se ter uma idéia o filme começa com a informação de que uma câmera foi encontrada e seu conteúdo foi avaliado e rotulado pelo exército dos EUA como altamente confidencial. Depois as primeiras imagens são típicas de quem está filmando a casa e os amigos em uma festa de despedida novaiorquina. Segue-se a isso uma sucessão de imagens mostrando a invasão de um monstro à cidade, em algo que poderia ser classificado como uma pseudo gravação amadora que culmina em um final inesperado e esdrúxulo (como todo e qualquer vídeo amador). Mas o que mais impressiona são os efeitos visuais que foram trabalhados para se casarem perfeitamente às cenas registradas pelos personagens.

Juntamente com o lançamento em vídeo do filme, a produtora também lançou um site com trechos de "making of" extra no qual podemos notar que várias câmeras de video foram usadas pela produção. A campeã de uso foi sem dúvida a Panasonic HVX 200 (que ficou no lugar da câmera amadora do personagem) seguidas de outros modelos high end da Sony como a F23 e até mesmo lentes Panavision. Daí, concluímos mesmo que de "amador" Cloverfield só tem a linguagem, porque até mesmo a menor trepidação é calculada nele.

Muito legal esse site, principalmente para os videomakers (aliás, esse link foi descoberto graças ao pessoal da comunidade Videomaker, no Orkut), porque aprende-se muito com as entrevistas dos diretores de fotografia e operadores de câmera.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Grooveshark - Esta é a rádio!

Esqueça o Deezer, Radio UOL ou Terra, ou qualquer outra rádio on line que faz propaganda de algumas músicas e nunca coloca elas inteiras além de exigir login e outras babaquaras necessárias pra ouvir a dita cuja. O nome agora é Grooveshark. Tem absolutamente tudo, e olha que coloquei coisas difícieis hein? Tipo "Pat Benatar" ou "Reo Speeddragon", coisas que você não encontra em qualquer rádio. É impressionante, pois além de dar a música como resultado, eles também mostram outras versões dela, cantadas por artistas que vc nem imaginava que fizeram a versão. Codiloco.

A rádio online ainda tem conexões com o Facebook, o Twitter e mais um outro site que não lembro o nome, o que dá a idéia de uma verdadeira comunidade de pessoas voltadas pras suas músicas em comum. Você clica na música e tem a opção de divulga-la para seu perfil no Twitter. Aí lá aparece assim "just listened to Roll With the Changes by REO Speedwagon on Grooveshark: http://tinysong.com/2GGD from Grooveshark. Bem legalzinho! Gostei!

Aqui pra vocês acessarem o Grooveshark envio este link com uma música do Gênesis. Poderia ser qualquer música, mas escolhi o Gênesis porque... porque... eu quis, ok? Vejam o que acham!

Por que Neil Patel é tão bom?

Quando este indiano criado nos EUA criou a conta "@whoisneilpatel" ninguém entendeu nada. Surgiu logo depois as fotos de modelos...