domingo, 29 de março de 2009

O "Ídolo" das emissoras!


Deu na imprensa americana desta semana: A Fox americana venceu fácil na última quinta feira. Ela teve um total de 16 milhões de telespectadores e conseguiu 6.1 pontos no índice Nielsen (o IBOPE deles) contra 3.8 pontos da ABC (10 milhões e 900 mil telespectadores) e 3.5 da CBS (10 milhões e 100 mil). São quase 6 milhões de telespectadores a mais! Sabem o que é isso? É quase o público total que assiste à Oprah Winfrey! Para seus executivos, não existe programa mais interessante no mundo! American Idol é um fenômeno de audiência, de marketing e de merchandising. Tudo nele é exagerado. Foram mais de 4 mil "product placements" (inserção de produtos) durante a 7a temporada. Um anúncio de 30 segundos custava cerca de 700 mil dólares. Empresas como Coca Cola, Ford e Apple inundam o programa de comerciais e merchandising, sendo impossível escapar deles mesmo na era do TIVO (aparelho que permite "pular" comerciais).

Por causa de American Idol, a Fox também venceu (já está se acostumando a isto) o páreo da semana. Foi o programa mais visto seguido da ABC com seu Dancing with the Stars. Em terceiro, temos novamente o American Idol (sim, ele passa 2 vezes na semana) para somente então deixar lugar para os programas esportivos e de ficção. Agora, você pergunta "por que a razão de tanto sucesso?".

É claro que o programa é bem produzido, bem editado e bem vendido. Nisso não há dúvida! Mas a razão da audiência não é essa. Talvez esteja na própria sociedade americana e em seu gosto particular de cultuar ídolos (ou aquele que estiver a caminho de ser ídolo), talvez esteja no prazer que sentimos quando alguém que canta mal é escorraçado pela "simpática" figura de Simon Fuller, talvez sejam as discussões acaloradas entre os jurados quando há divergência entre votos e a aprovação do candidato depende apenas de um jurado indeciso.

As explicações para o sucesso do programa resultaram até mesmo em trabalhos acadêmicos que podem facilmente ser consultados no Google, no entanto, tenho a minha própria teoria: eu acho que na verdade ninguém sabe! Nem mesmo os produtores Simon Fuller e Nigel Lythgoe sabiam que o programa de competição que eles bolaram lá em 2002 alcançaria tanto prestígio e teria tantas temporadas (8, na verdade). A única certeza que temos sobre American Idol é que certamente teremos versões deles pelos próximos 3 anos, pelo menos.

Outra certeza de American Idol (que pode ter relação direta com seu sucesso duradouro) é o fato de seus participantes estourarem na mídia após vencerem o programa. Eles gravam discos, suas músicas estouram na Billboard transformando-os em verdadeiras celebridades "a posteriori". Neste caso, "american idol" não é apenas uma logomarca do programa, eles são sim uma fábrica de ídolos. É dali que saíram Kelly Clarkson, Clay Aiken, e ultimamente David Cook. Um detalhe: não precisa ser vencedor do programa para ser considerado um ídolo americano. Esse foi o caso por exemplo de Clay Aiken que ficou em segundo lugar mas teve uma carreira tão ou mais bem sucedida que o vencedor (Ruben Studdard).

As versões brasileiras do "AI" ficaram primeiramente a cargo do SBT que estreou com seu Ídolos em 2006 . Durou 2 temporadas. O suficiente para que a Record interviesse e comprasse o formato em 2008 (não vou entrar em detalhes sobre a briga entre as duas pela compra do formato, adianto apenas que daria para fazer um bom documentário disso tudo). Ao contrário dos EUA, aqui ninguém tá muito interessado em manter ídolos depois de lançados, afinal, o negócio sai caro para todo mundo e pagar "jabá" para estas rádios tocarem suas músicas é a última coisa que uma emissora quer fazer. Desejo toda a sorte do mundo aos vencedores das edições brasileiras (Leandro Lopes, Thaeme Marioto e Rafel Barreto) porque eles vão precisar num mercado musical tão viciado como o nosso.

terça-feira, 17 de março de 2009

NATPE, agora em vídeo!

NATPE quer dizer "National Association of Television Program Executives" ou Associação Nacional dos Produtores de Programas de Televisão. Eles produzem anualmente em Las Vegas uma feira mundial onde não se negocia anualmente sobre algo que na verdade é virtual, não existe no nosso mundo físico. Eles negociam centenas de milhões de dólares em compra e venda de "formatos" de programas de televisão. Não é fantástico?

Isso quer dizer que um belo dia, um sujeito teve uma idéia para um programa de televisão, game-show, novela, filme, telefilme, reality show etc... e antes de fazer o que centenas de outras pessoas fazem diariamente pelo mundo... ele decidiu registrar sua idéia. Depois dedicou a ela alguns momentos do seu dia até que ela se trasnformasse em algo sólido que pudesse ser vendido a produtores de conteúdo (incluídos aqui a pequena produtora XYZ até os grandes conglomerados de mídia que assustam a todos pelo enorme tamanho e poder de fogo em produção de conteúdo). Depois que o filme, programa, novela, etc... é produzido ele é negociado na feira NATPE para o mundo todo. Literalmente.

É lá que se encontram os nossos peixes graúdos da televisão brasileira (se quiser chama-los de tubarões, tudo bem, não vou criar caso por isso). Representantes das Redes Record, SBT, Globo e Bandeirantes batem anualmente o cartão para entrar por seus imensos corredores e vasculhar com olhos nervosos os cartazes trazendo os novos formatos do setor (que não têm sido muitos ultimamente). Foi lá que a Globo fechou com a Endemol um contrato para ter o "direito" de produzir uma versão do Big Brother aqui no Brasil. Foi lá que o SBT comprou os direitos de poder produzir programas como Supernanny e Topa ou não Topa. Eles foram lá desembolsaram dinheiro pelo "direito" de se usar uma idéia! E às vezes brigam por ela! É o que aconteceu recentemente no embate travado pela Record e SBT pela posse de uma preciosidade chamada: American Idol!
Você deve estar se perguntando onde estou querendo chegar. É simples: a NATPE é o exemplo real e imediato de que idéias valem ouro! É claro que não pode ser qualquer uma. A idéia do sujeito lá do primeiro parágrafo foi pesquisada, debatida, produzida e exibida em seu país de origem. E só então pode ser negociada na NATPE! Munidos de relatórios de audiência e citações de jornais e revistas, os executivos tentam fazer seu formato crescer aos olhos do cliente, para então negociar um contrato (muitas vezes vultoso, dependendo da audiência obtida pelo formato) com prazo de validade e regras específicas de produção e exibição. Mas apesar do caminho sinuoso até chegar à NATPE e apesar das muitas mudanças sofridas ao longo deste caminho, o cerne do negócio ainda é a "idéia".

Uma idéia vale ouro! Trabalhe em cima disto! Trabalhe em cima de sua idéia! Quem sabe daqui a alguns anos ela não venha a ser negociada na NATPE? :))

Para os executivos que não puderam (ou não quiseram) frequentar as dezenas de palestras e conferências da feira (foram muitas, acredite!) houve uma boa notícia: elas foram gravadas e autoradas em DVD! São palestras absurdas de boas, com convidados do calibre de Ben Silverman (CEO da NBC) e Anne Sweeney (ABC), executivos de empresas como TIVO e Lionsgate entre outros. Tudo isto está em um pacote de 12 DVDs no disponíveis no site dos caras. Algo absolutamente indispensável na biblioteca de uma faculdade de Publicidade e Propaganda.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Survivor Tocantins

Lembra do programa "No Limite", da Rede Globo? Aquele que os competidores tinham de comer verme, passar por provas de resistência e no final da edição o Zeca Camargo abria a caixa com os votos de que seria eliminado naquela episódio? Pois ele não é nada mais nada menos que a edição brasileira do americano Survivor.

O Survivor é programa de gente grande. Criado há 18 anos pelo "media mogul" Mark Burnett, ele faz parte do seleto grupo de programas que inaugurou o gênero (copiado posteriormente à exaustão) que ficaria conhecido como reality show. O programa mostra uma batalha na selva que é travada por 16 participantes ávidos por chegar à final e ganhar o prêmio de 1 milhão de dólares. Pouco mudou desde sua criação (não se mexe em algo que traz audiência), assim vemos ainda hoje o candidato passando por provas de resistência, de aptidão física e ainda há aquelas provas que fazem o seu estômago revirar. Come-se de tudo em Survivor: esquilos, cobras, lagartos, escorpiões, grilos, vermes e tudo o que eles mais encontrarem nos países que servem de locação para eles. Já foi exibido Survivor Guatemala, Fiji, Amazônia, Palau, China, Ilhas Cook, Micronésia, Gabão e desta vez a CBS nos brinda com Survivor... Tocantins!

O programa foi gravado na cidade de Jalapão entre os meses de novembro do ano passado e janeiro deste ano e depois de uma elaborada edição e pós-produção, estreou na CBS no dia 12 de janeiro. Não é exagero afirmar que as gravações de Survivor impulsionaram o comércio e turismo do local de um modo como há muito tempo não se viu. De acordo com informações do governo de Tocantins, a alta do comércio foi de até 30%. O governo divulgou também que para a gravação da série foi mobilizado um contingente de 400 pessoas do Brasil e do mundo, uma equipe digna de super produções de Hollywood.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Seu caderno virou 3G


Neste mundo, num certo dia, um sujeito ficou satisfeito porque havia adquirido mobilidade! Estava feliz porque comprou um caderno especial, pautado na frente e quadriculado atrás. Isso era fantástico porque permitia a ele escrever na frente pautada, enquanto atrás do caderno ele podia fazer rascunhos de seus projetos eletrônicos (pois a parte quadriculada ajudava a esquematizar com mais facilidade).

Imaginem que ele podia levar esse caderno para o lugar que quisesse. Nas aulas da faculdade ou até durante seu trajeto à biblioteca, ele poderia botar sua cuca para funcionar e criar seus esquemas eletrônicos mirabolantes. Todo lugar era lugar de ser criativo. Viva a modernidade!

Agora, o mais incrível: ele achava (de verdade) que sua vida estava mais fácil!

Assim como a vida de sua namorada. Ela, por exemplo, estava igualmente feliz porque havia comprado uma máquina de escrever elétrica. Agora ela não tinha que forçar os dedos ao datilografar sua monografia de linguística, bastava apenas um leve toque... e lá estava a palavra no papel. Ela até mesmo podia levar a máquina consigo, caso tivesse que escrever algo na faculdade, pois a “bichinha” se transformava numa valise, bastava apenas puxar a alça. Ah, viva a modernidade!

Ela também achava que sua vida ficou mais fácil.

Acontece, que o sujeito do primeiro parágrafo sou eu. E a namorada do terceiro parágrafo, é minha mulher. E isto tudo realmente aconteceu. Adoro saudosismo, tenho um monte de coisas que remontam aos anos 80 e 90, mas situações como estas não deixaram saudades!

Ah só pra constar! Estou escrevendo isto de um
cybercafé, após consultar alguns dados na internet e depois de ter pausado o meu projeto em Autocad. Vou ter de ficar por aqui, pois tenho que ler os emails dos colegas que deverão “pipocar” em instantes para comentar o projeto (um deles está no Ceará, e dois no Mato Grosso). E viva a modernidade!

segunda-feira, 2 de março de 2009

Watchmen, será que vinga?

Nossa! Quanto tempo! Estive fora porque estava ocupado em inserir legendas de um programa jornalístico americano e aquilo me consumiu de um jeito que era apenas acabar meu horário e eu não queria mais saber de teclado em minha frente. Eu sei, foi "over" isto, mas devo confessar que bateu um tédio porque algumas coisas que eu esperava acontecer não aconteceram e fiquei um pouco chateado com a situação toda. Mas isso também não é desculpa pra eu deixar de postar, então... putz! O que devo fazer? Bem, vou ficar quieto e postar alguma coisa.

Segue o novo clip de
Watchmen. Eu simplesmente acho o gibi sensacional. Foi a melhor coisa que saiu em quadrinhos em todos os tempos (ao lado de Sandman). Sim, você leu corretamente. Em todos os tempos. A imprensa pode falar o que quiser do Alan Moore, podem chama-lo de recluso, de doido, de bruxo, do que quiserem, mas este inglês é na minha humilde opinião o mais genial roteirista vivo. Tanto é que resolvi traduzir (de graça, olha que eu não faço muito isso) um texto dele no qual ele disseca a arte de escrever para quadrinhos. Vou disponibilizar depois para os estudantes de roteiro que quiserem aprender um pouco mais com o mestre (é claro que vou resolver as questões de direitos autorais primeiro, com estas coisas não se brinca).

A primeira notícia que ouvi sobre Watchmen transformar-se em filme foi pouco depois do lançamento do gibi, no começo dos anos 90. Imediatamente entrei no coro de milhares de outros fãs que disseram categóricos "Não dá pra fazer!". E claro que na época os estúdios depois disseram: "Não dá pra fazer! Vai ficar muito caro!". A partir daí morreu o assunto. Mas em Hollywood, depois que Homens Aranhas, Hulks e Homens de Ferro saíram das páginas da DCComics e inundaram seus cofres de dinheiro, não precisou de muito esforço para que um executivo tirasse o pó do projeto e resolvesse colocar a produção de pé. O escolhido para dirigir não era tão mal assim: Zack Snyder, o mesmo de 300. O visual, pelo menos, não iria fazer feio.

Agora o trailer taí. E já tá causando. Eu assisti e gostei, mas devo confessar que em momento algum fiquei comparando "ah, isso aqui não tinha no gibi, ah naquilo o gibi tá melhor, etc..." Pára! Não vamos também ser fanáticos! Vou assistir ao filme como quem assiste a um produto inédito e depois vou dizer se gostei ou não. Do trailer eu gostei. Veja se você gosta:


domingo, 18 de janeiro de 2009

Por que a edição deles é tão diferente da nossa?

Estive assistindo a alguns programas de fofocas estrangeiros (neste caso, o TMZ, o Extra e o Entertainment Tonight) e notei o quanto são ágeis as edições das matérias destes caras. Uma notícia de 1 minuto sobre uma celebridade chega a usar 10 fotos e um trecho em vídeo de 20 segundos. E não são quaisquer fotos. Elas têm uma resolução muito boa porque a edição trabalha com keyframes de modo que haja zoom nas pessoas em momentos chave da reportagem. Codiloco.

Aqui o máximo que a gente consegue ver na tevê é uma foto estática sobre um fundo da Digital Juice. Um pouco menos e estaríamos falando de um vídeo de casamento. Ou de uma apresentação em Powerpoint. O que me pergunto é: editor brasileiro tem preguiça ou não tem equipamento?

Digo isso porque os programas de celebridades acima são diários e suas edições devem ser igualmente rápidas. É necessário equipamento à altura pra que esses efeitos estejam prontos no mesmo dia. Esses efeitos de foto, GC e vídeo não são difíceis de se fazer. Eu até faço alguns deles em casa, mas digo desde já que demora. Porque o computador tem de renderizar tudo isso, o que levam horas, e horas são preciosíssimas quando o assunto é "produção de programa de celebridades". Mas eu não acredito, sinceramente, que nosso equipamento esteja tão aquém assim do equipamento gringo. Não acredito nisso, afinal, temos os nossos Macs aqui, nossas estações Avid e temos nossoa "Motion" também (quando um After FX não puder ajudar). Então a pergunta permanece: por que a nossa edição é tão sofrível?

Isso me lembra de uma história que ouvi de uma funcionária de gravadora. Na época, estavam mandando pra Los Angeles uma fita recém gravada dos Titãs para fazer uma masterização. Eu perguntei por que isso já que tínhamos os mesmos equipamentos por aqui. "É por causa do produtor!", respondeu ela enquanto embalava a master. "Mas não temos produtores aqui que podem fazer isso? Eles não podem aprender com os caras?", insisti na questão. "Não fica igual! Os daqui não são ousados como os de lá! E outra: os americanos têm mais de 50 anos de tradição no rock!".

Acho que isto explica muita coisa. Inclusive o fato da nossa edição de vídeo ser tão simplória em comparação com a edição americana. Não somos ousados como eles! Pra quem não concorda comigo, no dia que você encontrar um trabalho de edição igual a este aqui no Brasil, você me avisa, ok?

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Cloverfield Files - Alguém viu?

Cloverfield veio pra cá, estreou mas não fez tanto barulho quavnto lá fora. Pra quem não sabe, esse filme traz todo um conceito novo ao contar uma história, porque ele foi filmado totalmente em vídeo e toda estrutura dramática se desenvolve a partir do ponto de vista de quem filma.

Esse filme foi a penúltima incursão no cinema feita pelo produtor de tevê J.J. Abrams (a última foi a nova versão de Jornada nas Estrelas, ainda inédito por aqui). Ele me nocauteou nos primeiros 15 minutos de exibição, depois a trepidação e a correria começaram a me irritar, mas deu pra assisti-lo até o final. Até porque eu nunca tinha visto algo do tipo. E não me venha com o papo de que "As Bruxas de Blair" ou a galera do "Dogma 95" fez isso antes porque não cola. Eles não tinha orçamento nem efeitos visuais, portanto não é a mesma coisa.

Pra se ter uma idéia o filme começa com a informação de que uma câmera foi encontrada e seu conteúdo foi avaliado e rotulado pelo exército dos EUA como altamente confidencial. Depois as primeiras imagens são típicas de quem está filmando a casa e os amigos em uma festa de despedida novaiorquina. Segue-se a isso uma sucessão de imagens mostrando a invasão de um monstro à cidade, em algo que poderia ser classificado como uma pseudo gravação amadora que culmina em um final inesperado e esdrúxulo (como todo e qualquer vídeo amador). Mas o que mais impressiona são os efeitos visuais que foram trabalhados para se casarem perfeitamente às cenas registradas pelos personagens.

Juntamente com o lançamento em vídeo do filme, a produtora também lançou um site com trechos de "making of" extra no qual podemos notar que várias câmeras de video foram usadas pela produção. A campeã de uso foi sem dúvida a Panasonic HVX 200 (que ficou no lugar da câmera amadora do personagem) seguidas de outros modelos high end da Sony como a F23 e até mesmo lentes Panavision. Daí, concluímos mesmo que de "amador" Cloverfield só tem a linguagem, porque até mesmo a menor trepidação é calculada nele.

Muito legal esse site, principalmente para os videomakers (aliás, esse link foi descoberto graças ao pessoal da comunidade Videomaker, no Orkut), porque aprende-se muito com as entrevistas dos diretores de fotografia e operadores de câmera.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Grooveshark - Esta é a rádio!

Esqueça o Deezer, Radio UOL ou Terra, ou qualquer outra rádio on line que faz propaganda de algumas músicas e nunca coloca elas inteiras além de exigir login e outras babaquaras necessárias pra ouvir a dita cuja. O nome agora é Grooveshark. Tem absolutamente tudo, e olha que coloquei coisas difícieis hein? Tipo "Pat Benatar" ou "Reo Speeddragon", coisas que você não encontra em qualquer rádio. É impressionante, pois além de dar a música como resultado, eles também mostram outras versões dela, cantadas por artistas que vc nem imaginava que fizeram a versão. Codiloco.

A rádio online ainda tem conexões com o Facebook, o Twitter e mais um outro site que não lembro o nome, o que dá a idéia de uma verdadeira comunidade de pessoas voltadas pras suas músicas em comum. Você clica na música e tem a opção de divulga-la para seu perfil no Twitter. Aí lá aparece assim "just listened to Roll With the Changes by REO Speedwagon on Grooveshark: http://tinysong.com/2GGD from Grooveshark. Bem legalzinho! Gostei!

Aqui pra vocês acessarem o Grooveshark envio este link com uma música do Gênesis. Poderia ser qualquer música, mas escolhi o Gênesis porque... porque... eu quis, ok? Vejam o que acham!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Seriado 24 horas também estréia nos EUA

A sétima temporada de 24 horas também está saindo do forno e pronta pra ser exibida nos EUA no próximo dia 11 de janeiro. Eu nunca vi uma campanha de lançamento assim. Por que? Imagine só uma emissora lançar um "filme-feito-pra-tv" de 1 hora e meia (chamado "24 horas: Redenção"), e 1 mês depois lançar juntos os episódios 1 e 2, num dia e 3 e 4 no outro. Em sequência serão episódios no dia 11 e outros 2 no dia 12 de janeiro. Pois é exatamente isso que a Fox vai fazer nas proximas semanas com essa franquia. Uma overdose de Jack Bauer, pra depois arrematar com doses homeopáticas nas semanas seguintes. Tudo isso por causa da concorrência pesada que existe na programação americana. O Jack Bauer vai enfrentar, por exemplo, a festa de entrega do Globo de Ouro no canal NBC, e Extreme Makeover Home Edition na ABC e o Million Dollar Password na CBS. Parada dura, mas é quase certeza que o Globo de Ouro vence. Não importa, Globo de Ouro só no ano que vem enquanto Jack Bauer acontece no dia seguinte (estamos falando ainda do dia 11).

Aí no dia 12 ficará assim: "Jack Bauer" (Fox) contra "The Bachelor" (ABC) e "Superstars of the Dance" (NBC) batalhando pau a pau. Meu palpite? "Superstars..." tem tudo pra faturar a audiência, porque é impressionante como o público americano gosta de ver gente dançar na tevê. Dancing with the Stars taí pra comprovar minha tese.

Mas o público americano aprendeu a respeitar "24 horas" nestes 7 anos de série. O seriado que começou pegando pesado contra terroristas logo após 11 de setembro, teve que mudar sua linguagem e roteiro diversas vezes nos anos seguintes a fim de continuar na programação.

Acho 24 horas a cara dos EUA. Hiper ultra nacionalista, hiper american-flag, politicamente corretíssimo (apesar da sujeira da política americana ser revelada em muitas cenas), cheia daquele sentimento típico americano de "no time to waste!!!". Todos os funcionários são extremamente eficientes e não jogam paciencia em seus computadores. Tudo é muito cronometrado e calculado em 24 horas, não existe tempo para falhas...

Além de Jack, é claro, alguns personagens das temporadas anteriores estão de volta como a hacker Chloe O'Brian (Lynn Rajskub), Tony Almeida (Carlos Bernard; eu sei que ele morreu, mas até aí o Jack morreu também e foi trazido de volta) e Bill Buchannan. O restante é gente nova, e nesta turma está a comediante Janeane Garofalo (lembram dela?) e John Voight, isso mesmo o pai da Angelina Jolie. Pode ser? Então é só conferir em breve no seu canal de RMVB predileto.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

LOST em 2009 - 21 de janeiro na ABC


Uma das maiores surpresas no território das séries nos últimos anos entra neste ano de 2009 em sua quinta temporada. Programada para comportar 18 novos episódios, a série Lost tem tudo para garantir alguns bons momentos de diversão na telinha, apesar de ter perdido um pouco a energia e vitalidade dos primeiros anos. Mas mesmo com essa escassez de "plots" e sem muitas opções acerca do futuro de seus personagens (certamente vamos ver novos personagens, por causa disto) a série ainda conta com uma legião de seguidores (eu sou um deles!). Isso por causa de seu roteiro, que é ainda um dos pontos fortes desta série.

O primeiro ano foi um soco no estômago. Transformou-se em mito e "quase-religião" para seus fãs mais xiitas. As comunidades da internet que tratam do tema tornaram-se o grande barato da série, que faz a moçada seguir o circuito: assistir ao episódio --> comenta-lo nos fóruns --> obter as dicas e "easter eggs" dos fãs xiitas --> verificar se as teorias conspiratórias se concretizam ou não nos episódios seguintes. A segunda temporada foi uma delícia, nunca vimos a continuação de uma idéia-mito ser tratada de forma tão original como foi neste caso. Quando achávamos que a ilha era a coisa mais misteriosa da primeira temporada, fomos apresentados aos intrigantes e maravilhosos personagens de Henry Ian Cusick (Desmond), e Michael Emerson (Ben) que deram um novo gás à trama e ao mito.


A terceira e quarta temporada perderam a força (motivadas por diversos fatores entre eles, a saída de Abrams e a greve dos roteiristas) e a quinta promete ter sua energia renovada graças ao aviso dado aos produtores de que a série tem data para terminar no ano que vem. Isso permite a eles organizar melhor um fio condutor até o final com as melhores características da série.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

As propagandas mais cretinas dos EUA

Depois de contar mais de 30 propagandas cretinas nos DVD's que recebo dos EUA, decidi retirar alguns e colocar no Youtube pra galera sentir que as propagandas cretinas estão em todos os lugares do mundo. Existe é claro alguns materiais excelentes, de qualidade técnica e efeitos matadores, mas existe também alguns que são um verdadeiro exemplo de mal gosto e falta de vontade de pensar.

Outro destaque acerca do horário comercial americano é que no meio da tarde (algo entre 13:00h e 17:00h) existe o chamado "filão da terceira idade". É o momento em que as empresas anunciam produtos como "cadeira de rodas elétrica", "elevador portátil", "shakes para emagrecer" e uma infinidade de outros produtos e remédios deste segmento.

Outros anúncios são aqueles destinados a "mudar sua vida e torná-lo um vencedor", a exemplo disto estão os cursos de formação (por correspondência ou presenciais), cursos de memorização e tantos outros cujas propagandas são tão hilárias quanto as próprias instituições. É neste momento que qualquer brasileiro que assistir a isso vai se lembrar na mesma hora das campanhas Tabajara. Veja só este, por exemplo:

Percebi uma coisa muito preocupante em alguns intervalos comerciais (alguns são exibidos até mesmo em horário nobre). São muitas as vezes que vemos uma propaganda de comida (Applebee's, Wendy's, Subway, Jack in the Box e McDonald's, principalmente) seguida de uma de remédio. Isso quer dizer que o americano poderá comer tranquilo os tenros pedaços de sua costeleta, asa de frango empanada ou sanduíche de metro. Pois se sentir azia, má digestão, dor de cabeça, artrite ou artrose, ele poderá contar com o que há de mais avançado em remédio. Fantástico, não é? E doentio também! Eu queria ver a opinião dos indianos sobre esse assunto. Vou ver se encontro um DVD com este segmento de propaganda pra postar aqui em breve.

Por que Neil Patel é tão bom?

Quando este indiano criado nos EUA criou a conta "@whoisneilpatel" ninguém entendeu nada. Surgiu logo depois as fotos de modelos...