Estive assistindo a alguns programas de fofocas estrangeiros (neste caso, o TMZ, o Extra e o Entertainment Tonight) e notei o quanto são ágeis as edições das matérias destes caras. Uma notícia de 1 minuto sobre uma celebridade chega a usar 10 fotos e um trecho em vídeo de 20 segundos. E não são quaisquer fotos. Elas têm uma resolução muito boa porque a edição trabalha com keyframes de modo que haja zoom nas pessoas em momentos chave da reportagem. Codiloco.
Aqui o máximo que a gente consegue ver na tevê é uma foto estática sobre um fundo da Digital Juice. Um pouco menos e estaríamos falando de um vídeo de casamento. Ou de uma apresentação em Powerpoint. O que me pergunto é: editor brasileiro tem preguiça ou não tem equipamento?
Digo isso porque os programas de celebridades acima são diários e suas edições devem ser igualmente rápidas. É necessário equipamento à altura pra que esses efeitos estejam prontos no mesmo dia. Esses efeitos de foto, GC e vídeo não são difíceis de se fazer. Eu até faço alguns deles em casa, mas digo desde já que demora. Porque o computador tem de renderizar tudo isso, o que levam horas, e horas são preciosíssimas quando o assunto é "produção de programa de celebridades". Mas eu não acredito, sinceramente, que nosso equipamento esteja tão aquém assim do equipamento gringo. Não acredito nisso, afinal, temos os nossos Macs aqui, nossas estações Avid e temos nossoa "Motion" também (quando um After FX não puder ajudar). Então a pergunta permanece: por que a nossa edição é tão sofrível?
Isso me lembra de uma história que ouvi de uma funcionária de gravadora. Na época, estavam mandando pra Los Angeles uma fita recém gravada dos Titãs para fazer uma masterização. Eu perguntei por que isso já que tínhamos os mesmos equipamentos por aqui. "É por causa do produtor!", respondeu ela enquanto embalava a master. "Mas não temos produtores aqui que podem fazer isso? Eles não podem aprender com os caras?", insisti na questão. "Não fica igual! Os daqui não são ousados como os de lá! E outra: os americanos têm mais de 50 anos de tradição no rock!".
Acho que isto explica muita coisa. Inclusive o fato da nossa edição de vídeo ser tão simplória em comparação com a edição americana. Não somos ousados como eles! Pra quem não concorda comigo, no dia que você encontrar um trabalho de edição igual a este aqui no Brasil, você me avisa, ok?
Senta aí. Puxa uma cadeira. Tem café coado ali em cima. Uma hora a máquina de espresso chega. Enquanto isso, escuta essa...
domingo, 18 de janeiro de 2009
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Cloverfield Files - Alguém viu?
Cloverfield veio pra cá, estreou mas não fez tanto barulho quavnto lá fora. Pra quem não sabe, esse filme traz todo um conceito novo ao contar uma história, porque ele foi filmado totalmente em vídeo e toda estrutura dramática se desenvolve a partir do ponto de vista de quem filma.
Esse filme foi a penúltima incursão no cinema feita pelo produtor de tevê J.J. Abrams (a última foi a nova versão de Jornada nas Estrelas, ainda inédito por aqui). Ele me nocauteou nos primeiros 15 minutos de exibição, depois a trepidação e a correria começaram a me irritar, mas deu pra assisti-lo até o final. Até porque eu nunca tinha visto algo do tipo. E não me venha com o papo de que "As Bruxas de Blair" ou a galera do "Dogma 95" fez isso antes porque não cola. Eles não tinha orçamento nem efeitos visuais, portanto não é a mesma coisa.
Pra se ter uma idéia o filme começa com a informação de que uma câmera foi encontrada e seu conteúdo foi avaliado e rotulado pelo exército dos EUA como altamente confidencial. Depois as primeiras imagens são típicas de quem está filmando a casa e os amigos em uma festa de despedida novaiorquina. Segue-se a isso uma sucessão de imagens mostrando a invasão de um monstro à cidade, em algo que poderia ser classificado como uma pseudo gravação amadora que culmina em um final inesperado e esdrúxulo (como todo e qualquer vídeo amador). Mas o que mais impressiona são os efeitos visuais que foram trabalhados para se casarem perfeitamente às cenas registradas pelos personagens.
Juntamente com o lançamento em vídeo do filme, a produtora também lançou um site com trechos de "making of" extra no qual podemos notar que várias câmeras de video foram usadas pela produção. A campeã de uso foi sem dúvida a Panasonic HVX 200 (que ficou no lugar da câmera amadora do personagem) seguidas de outros modelos high end da Sony como a F23 e até mesmo lentes Panavision. Daí, concluímos mesmo que de "amador" Cloverfield só tem a linguagem, porque até mesmo a menor trepidação é calculada nele.
Muito legal esse site, principalmente para os videomakers (aliás, esse link foi descoberto graças ao pessoal da comunidade Videomaker, no Orkut), porque aprende-se muito com as entrevistas dos diretores de fotografia e operadores de câmera.
Esse filme foi a penúltima incursão no cinema feita pelo produtor de tevê J.J. Abrams (a última foi a nova versão de Jornada nas Estrelas, ainda inédito por aqui). Ele me nocauteou nos primeiros 15 minutos de exibição, depois a trepidação e a correria começaram a me irritar, mas deu pra assisti-lo até o final. Até porque eu nunca tinha visto algo do tipo. E não me venha com o papo de que "As Bruxas de Blair" ou a galera do "Dogma 95" fez isso antes porque não cola. Eles não tinha orçamento nem efeitos visuais, portanto não é a mesma coisa.
Pra se ter uma idéia o filme começa com a informação de que uma câmera foi encontrada e seu conteúdo foi avaliado e rotulado pelo exército dos EUA como altamente confidencial. Depois as primeiras imagens são típicas de quem está filmando a casa e os amigos em uma festa de despedida novaiorquina. Segue-se a isso uma sucessão de imagens mostrando a invasão de um monstro à cidade, em algo que poderia ser classificado como uma pseudo gravação amadora que culmina em um final inesperado e esdrúxulo (como todo e qualquer vídeo amador). Mas o que mais impressiona são os efeitos visuais que foram trabalhados para se casarem perfeitamente às cenas registradas pelos personagens.
Juntamente com o lançamento em vídeo do filme, a produtora também lançou um site com trechos de "making of" extra no qual podemos notar que várias câmeras de video foram usadas pela produção. A campeã de uso foi sem dúvida a Panasonic HVX 200 (que ficou no lugar da câmera amadora do personagem) seguidas de outros modelos high end da Sony como a F23 e até mesmo lentes Panavision. Daí, concluímos mesmo que de "amador" Cloverfield só tem a linguagem, porque até mesmo a menor trepidação é calculada nele.
Muito legal esse site, principalmente para os videomakers (aliás, esse link foi descoberto graças ao pessoal da comunidade Videomaker, no Orkut), porque aprende-se muito com as entrevistas dos diretores de fotografia e operadores de câmera.
sábado, 10 de janeiro de 2009
Grooveshark - Esta é a rádio!
Esqueça o Deezer, Radio UOL ou Terra, ou qualquer outra rádio on line que faz propaganda de algumas músicas e nunca coloca elas inteiras além de exigir login e outras babaquaras necessárias pra ouvir a dita cuja. O nome agora é Grooveshark. Tem absolutamente tudo, e olha que coloquei coisas difícieis hein? Tipo "Pat Benatar" ou "Reo Speeddragon", coisas que você não encontra em qualquer rádio. É impressionante, pois além de dar a música como resultado, eles também mostram outras versões dela, cantadas por artistas que vc nem imaginava que fizeram a versão. Codiloco.
A rádio online ainda tem conexões com o Facebook, o Twitter e mais um outro site que não lembro o nome, o que dá a idéia de uma verdadeira comunidade de pessoas voltadas pras suas músicas em comum. Você clica na música e tem a opção de divulga-la para seu perfil no Twitter. Aí lá aparece assim "just listened to Roll With the Changes by REO Speedwagon on Grooveshark: http://tinysong.com/2GGD from Grooveshark. Bem legalzinho! Gostei!
Aqui pra vocês acessarem o Grooveshark envio este link com uma música do Gênesis. Poderia ser qualquer música, mas escolhi o Gênesis porque... porque... eu quis, ok? Vejam o que acham!
A rádio online ainda tem conexões com o Facebook, o Twitter e mais um outro site que não lembro o nome, o que dá a idéia de uma verdadeira comunidade de pessoas voltadas pras suas músicas em comum. Você clica na música e tem a opção de divulga-la para seu perfil no Twitter. Aí lá aparece assim "just listened to Roll With the Changes by REO Speedwagon on Grooveshark: http://tinysong.com/2GGD from Grooveshark. Bem legalzinho! Gostei!
Aqui pra vocês acessarem o Grooveshark envio este link com uma música do Gênesis. Poderia ser qualquer música, mas escolhi o Gênesis porque... porque... eu quis, ok? Vejam o que acham!
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Seriado 24 horas também estréia nos EUA
A sétima temporada de 24 horas também está saindo do forno e pronta pra ser exibida nos EUA no próximo dia 11 de janeiro. Eu nunca vi uma campanha de lançamento assim. Por que? Imagine só uma emissora lançar um "filme-feito-pra-tv" de 1 hora e meia (chamado "24 horas: Redenção"), e 1 mês depois lançar juntos os episódios 1 e 2, num dia e 3 e 4 no outro. Em sequência serão episódios no dia 11 e outros 2 no dia 12 de janeiro. Pois é exatamente isso que a Fox vai fazer nas proximas semanas com essa franquia. Uma overdose de Jack Bauer, pra depois arrematar com doses homeopáticas nas semanas seguintes. Tudo isso por causa da concorrência pesada que existe na programação americana. O Jack Bauer vai enfrentar, por exemplo, a festa de entrega do Globo de Ouro no canal NBC, e Extreme Makeover Home Edition na ABC e o Million Dollar Password na CBS. Parada dura, mas é quase certeza que o Globo de Ouro vence. Não importa, Globo de Ouro só no ano que vem enquanto Jack Bauer acontece no dia seguinte (estamos falando ainda do dia 11).Aí no dia 12 ficará assim: "Jack Bauer" (Fox) contra "The Bachelor" (ABC) e "Superstars of the Dance" (NBC) batalhando pau a pau. Meu palpite? "Superstars..." tem tudo pra faturar a audiência, porque é impressionante como o público americano gosta de ver gente dançar na tevê. Dancing with the Stars taí pra comprovar minha tese.
Mas o público americano aprendeu a respeitar "24 horas" nestes 7 anos de série. O seriado que começou pegando pesado contra terroristas logo após 11 de setembro, teve que mudar sua linguagem e roteiro diversas vezes nos anos seguintes a fim de continuar na programação.
Acho 24 horas a cara dos EUA. Hiper ultra nacionalista, hiper american-flag, politicamente corretíssimo (apesar da sujeira da política americana ser revelada em muitas cenas), cheia daquele sentimento típico americano de "no time to waste!!!". Todos os funcionários são extremamente eficientes e não jogam paciencia em seus computadores. Tudo é muito cronometrado e calculado em 24 horas, não existe tempo para falhas...
Além de Jack, é claro, alguns personagens das temporadas anteriores estão de volta como a hacker Chloe O'Brian (Lynn Rajskub), Tony Almeida (Carlos Bernard; eu sei que ele morreu, mas até aí o Jack morreu também e foi trazido de volta) e Bill Buchannan. O restante é gente nova, e nesta turma está a comediante Janeane Garofalo (lembram dela?) e John Voight, isso mesmo o pai da Angelina Jolie. Pode ser? Então é só conferir em breve no seu canal de RMVB predileto.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
LOST em 2009 - 21 de janeiro na ABC

Uma das maiores surpresas no território das séries nos últimos anos entra neste ano de 2009 em sua quinta temporada. Programada para comportar 18 novos episódios, a série Lost tem tudo para garantir alguns bons momentos de diversão na telinha, apesar de ter perdido um pouco a energia e vitalidade dos primeiros anos. Mas mesmo com essa escassez de "plots" e sem muitas opções acerca do futuro de seus personagens (certamente vamos ver novos personagens, por causa disto) a série ainda conta com uma legião de seguidores (eu sou um deles!). Isso por causa de seu roteiro, que é ainda um dos pontos fortes desta série.
O primeiro ano foi um soco no estômago. Transformou-se em mito e "quase-religião" para seus fãs mais xiitas. As comunidades da internet que tratam do tema tornaram-se o grande barato da série, que faz a moçada seguir o circuito: assistir ao episódio --> comenta-lo nos fóruns --> obter as dicas e "easter eggs" dos fãs xiitas --> verificar se as teorias conspiratórias se concretizam ou não nos episódios seguintes. A segunda temporada foi uma delícia, nunca vimos a continuação de uma idéia-mito ser tratada de forma tão original como foi neste caso. Quando achávamos que a ilha era a coisa mais misteriosa da primeira temporada, fomos apresentados aos intrigantes e maravilhosos personagens de Henry Ian Cusick (Desmond), e Michael Emerson (Ben) que deram um novo gás à trama e ao mito.
O primeiro ano foi um soco no estômago. Transformou-se em mito e "quase-religião" para seus fãs mais xiitas. As comunidades da internet que tratam do tema tornaram-se o grande barato da série, que faz a moçada seguir o circuito: assistir ao episódio --> comenta-lo nos fóruns --> obter as dicas e "easter eggs" dos fãs xiitas --> verificar se as teorias conspiratórias se concretizam ou não nos episódios seguintes. A segunda temporada foi uma delícia, nunca vimos a continuação de uma idéia-mito ser tratada de forma tão original como foi neste caso. Quando achávamos que a ilha era a coisa mais misteriosa da primeira temporada, fomos apresentados aos intrigantes e maravilhosos personagens de Henry Ian Cusick (Desmond), e Michael Emerson (Ben) que deram um novo gás à trama e ao mito.
A terceira e quarta temporada perderam a força (motivadas por diversos fatores entre eles, a saída de Abrams e a greve dos roteiristas) e a quinta promete ter sua energia renovada graças ao aviso dado aos produtores de que a série tem data para terminar no ano que vem. Isso permite a eles organizar melhor um fio condutor até o final com as melhores características da série.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
As propagandas mais cretinas dos EUA
Depois de contar mais de 30 propagandas cretinas nos DVD's que recebo dos EUA, decidi retirar alguns e colocar no Youtube pra galera sentir que as propagandas cretinas estão em todos os lugares do mundo. Existe é claro alguns materiais excelentes, de qualidade técnica e efeitos matadores, mas existe também alguns que são um verdadeiro exemplo de mal gosto e falta de vontade de pensar.
Outro destaque acerca do horário comercial americano é que no meio da tarde (algo entre 13:00h e 17:00h) existe o chamado "filão da terceira idade". É o momento em que as empresas anunciam produtos como "cadeira de rodas elétrica", "elevador portátil", "shakes para emagrecer" e uma infinidade de outros produtos e remédios deste segmento.
Outros anúncios são aqueles destinados a "mudar sua vida e torná-lo um vencedor", a exemplo disto estão os cursos de formação (por correspondência ou presenciais), cursos de memorização e tantos outros cujas propagandas são tão hilárias quanto as próprias instituições. É neste momento que qualquer brasileiro que assistir a isso vai se lembrar na mesma hora das campanhas Tabajara. Veja só este, por exemplo:
Percebi uma coisa muito preocupante em alguns intervalos comerciais (alguns são exibidos até mesmo em horário nobre). São muitas as vezes que vemos uma propaganda de comida (Applebee's, Wendy's, Subway, Jack in the Box e McDonald's, principalmente) seguida de uma de remédio. Isso quer dizer que o americano poderá comer tranquilo os tenros pedaços de sua costeleta, asa de frango empanada ou sanduíche de metro. Pois se sentir azia, má digestão, dor de cabeça, artrite ou artrose, ele poderá contar com o que há de mais avançado em remédio. Fantástico, não é? E doentio também! Eu queria ver a opinião dos indianos sobre esse assunto. Vou ver se encontro um DVD com este segmento de propaganda pra postar aqui em breve.
Outro destaque acerca do horário comercial americano é que no meio da tarde (algo entre 13:00h e 17:00h) existe o chamado "filão da terceira idade". É o momento em que as empresas anunciam produtos como "cadeira de rodas elétrica", "elevador portátil", "shakes para emagrecer" e uma infinidade de outros produtos e remédios deste segmento.
Outros anúncios são aqueles destinados a "mudar sua vida e torná-lo um vencedor", a exemplo disto estão os cursos de formação (por correspondência ou presenciais), cursos de memorização e tantos outros cujas propagandas são tão hilárias quanto as próprias instituições. É neste momento que qualquer brasileiro que assistir a isso vai se lembrar na mesma hora das campanhas Tabajara. Veja só este, por exemplo:
Percebi uma coisa muito preocupante em alguns intervalos comerciais (alguns são exibidos até mesmo em horário nobre). São muitas as vezes que vemos uma propaganda de comida (Applebee's, Wendy's, Subway, Jack in the Box e McDonald's, principalmente) seguida de uma de remédio. Isso quer dizer que o americano poderá comer tranquilo os tenros pedaços de sua costeleta, asa de frango empanada ou sanduíche de metro. Pois se sentir azia, má digestão, dor de cabeça, artrite ou artrose, ele poderá contar com o que há de mais avançado em remédio. Fantástico, não é? E doentio também! Eu queria ver a opinião dos indianos sobre esse assunto. Vou ver se encontro um DVD com este segmento de propaganda pra postar aqui em breve.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Show de Madonna - Retrospectiva
21:50. Foi nessa hora que as luzes se apagaram e os 65 mil fãs do Morumbi conheceram o show Sticky and Sweet. Não choveu, nao apareceu helicóptero fazendo propaganda de Rexona, não houve escândalo de bebum ou de celebridade (os escândalos se resumiam aos do palco) e os incidentes foram apenas alguns casos de desidratação e excesso de bebida.
É impossível náo se impressionar com o tamnho daquele palco. Aquela coisa preta dantesca e cheia de luzes parecia uma nave espacial. A altura é fora do comum. A produção informou que a altura dele é 1/3 maior que o palco do Roger Waters. Pra quem não captou ainda o tamanho, seria algo equivalente a um prédio de 7 andares. Aí você adiciona a isto 3 telões de led de última geração, com servo mecanismos que dão a eles total mobilidade no palco. Os telões de led também se dividem em vários pedaços menores que interagem com Madonna durante algumas músicas. Na música "4 minutes", por exemplo, a traquitana de LED's reduziu-se de modo a ficar do tamanho de um pessoa, e foi como se Justin Timberlake realmente estivesse ali interagindo com ela.
A infraestrutura ainda incluía 2 "house mix", 2 torres de rebatimento de som extremamente finas e discretas (esqueça as tradicionais caixas de som sobre andaimes!) e um gigantesco cilindro de LED's semitransparentes que vez e outra descia sobre o palco. Estrutura de primeiro mundo, vinda toda de fora, num pacote completo e itinerante.
Madonna está numa forma física invejável e ainda segura o show com tranquilidade, embora necessite de umas pausas (não deixou de ser interessante ver uma luta de boxe coreografada e uma dança japonesa com um cenário de "tigre e o dragão" ao fundo) para preparar o próximo ato. O ioga fez muito bem a ela. A bicha pula, alonga e dança com um frenesi que faz você duvidar de sua idade.
O roteiro do show foi bem pensado, começa lá em cima, há um "momento banquinho" (em que ela conversa com o público como se estivesse em um barzinho), seguido de uma escolha de música feita por alguém da platéia, para depois instalar-se o clima de "festa", pouco antes do final. As luzes do estádio se acendem e a "rave" continua, até o momento em que o publico percebe que o show acabou (e Madonna provavelmente já esteja no hotel). É claro que ficaram de fora muitos sucessos, mas já era de se esperar porque todos os hits não caberiam em 2 horas de show.
Uma dica pra quem quer curtir Madonna no próximo sábado e domigo. Espere o show começar (se puder) e depois barganhe pelo preço do ingresso. É bem provável que você encontre verdadeiras pechinchas na porta do estádio. A seguir um clipezinho do show de ontem que rolou na internet.
É impossível náo se impressionar com o tamnho daquele palco. Aquela coisa preta dantesca e cheia de luzes parecia uma nave espacial. A altura é fora do comum. A produção informou que a altura dele é 1/3 maior que o palco do Roger Waters. Pra quem não captou ainda o tamanho, seria algo equivalente a um prédio de 7 andares. Aí você adiciona a isto 3 telões de led de última geração, com servo mecanismos que dão a eles total mobilidade no palco. Os telões de led também se dividem em vários pedaços menores que interagem com Madonna durante algumas músicas. Na música "4 minutes", por exemplo, a traquitana de LED's reduziu-se de modo a ficar do tamanho de um pessoa, e foi como se Justin Timberlake realmente estivesse ali interagindo com ela.
A infraestrutura ainda incluía 2 "house mix", 2 torres de rebatimento de som extremamente finas e discretas (esqueça as tradicionais caixas de som sobre andaimes!) e um gigantesco cilindro de LED's semitransparentes que vez e outra descia sobre o palco. Estrutura de primeiro mundo, vinda toda de fora, num pacote completo e itinerante.
Madonna está numa forma física invejável e ainda segura o show com tranquilidade, embora necessite de umas pausas (não deixou de ser interessante ver uma luta de boxe coreografada e uma dança japonesa com um cenário de "tigre e o dragão" ao fundo) para preparar o próximo ato. O ioga fez muito bem a ela. A bicha pula, alonga e dança com um frenesi que faz você duvidar de sua idade.
O roteiro do show foi bem pensado, começa lá em cima, há um "momento banquinho" (em que ela conversa com o público como se estivesse em um barzinho), seguido de uma escolha de música feita por alguém da platéia, para depois instalar-se o clima de "festa", pouco antes do final. As luzes do estádio se acendem e a "rave" continua, até o momento em que o publico percebe que o show acabou (e Madonna provavelmente já esteja no hotel). É claro que ficaram de fora muitos sucessos, mas já era de se esperar porque todos os hits não caberiam em 2 horas de show.
Uma dica pra quem quer curtir Madonna no próximo sábado e domigo. Espere o show começar (se puder) e depois barganhe pelo preço do ingresso. É bem provável que você encontre verdadeiras pechinchas na porta do estádio. A seguir um clipezinho do show de ontem que rolou na internet.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Fãs de Madonna - Como entendê-los?

Haverá 3 shows de Madonna em São Paulo. Na Quinta, no Sábado e no Domingo, mas desde a semana passada, quando passamos pela Giovani Gronchi, podemos avistar uns sujeitos amontoados na Praça em frente ao estádio do Morumbi. Parecem uns indigentes, não se pode ver a cabeça nem os pés porque estão dormindo em acochoados e amontoados uns aos outros. Há um tempo atrás eles dormiam em barracas mas a Prefeitura (ou a polícia, não sei ao certo) ameaçou tirá-los dali caso insistissem em trazer barracas, pois configuraria posse ilegal de propriedade pública. Então foram-se as barracas mas ficaram os colchonetes, a água mineral, os biscoito, mochilas e o violão (o que vai acontecer com este violão depois do show só Deus sabe).
Quando vi o amontoado, tentei em vão entender o que motivaria alguém a ficar dias (quase 1 semana) acampado em frente ao estádio para ver alguém. "Cara, é o meu ídolo!", argumentaria um deles, "Estou aqui para ver meu ídolo de perto!". Certo, é seu ídolo, mas você vai vê-lo de perto por 2 horas (se chegar a vê-lo). Para isso você terá de ficar 7 noites (ou mais) dormindo no frio, ao relento e comendo biscoito recheado. 7 noites ao relento contra 2 horas de êxtase.
Ninguém aqui duvida que Madonna é eletrizante, carismática e talentosa, mas vale tanto a pena assim passar por isso? Acho que se perguntarem a ela o que acha deste tipo de atitude dos fãs brasileiros, a loira certamente lançaria um "tsc... tsc..."
Eu somente montaria barraca (desculpe senhores policiais, mas não abro mão da minha barraca) à frente de um estádio com uma semana de antecedência para as seguintes 5 exceções:
1. Elvis Presley; (o próprio, direto do além, nada de cover ou imitação);
2. The Doors; (nada de Ian Atsbury no vocal, tinha que ser o próprio Jim);
3. Led Zeppelin; (com o "Bonham Pai" na bateria, claro! O filho poderia trabalhar de assistente)
3. Black Sabbath; (com o Ozzy no vocal, claro! Ah sim, na guitarra tinha que ser Randy Rhoads);
4. The Beach Boys; (formação original)
5. Pink Floyd; (tudo bem, pode ser a formação atual, nada de "só Roger Waters" ou "só David Gilmour" eles sozinhos não são Pink Floyd)
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Olhos de Cigana, Oblíquos e Dissimulados!

Quando a Globo fazia um enorme segredo sobre a minissérie Capitu, que foi ao ar nesta última segunda feira, havia uma razão para isso. Ela não queria que fosse descoberto o conceito por trás deste produto que tem tudo pra se tornar o mais completo e palatável vindo do diretor Luis Fernando Carvalho.
Levar Machado de Assis para a tevê é o mesmo que tentar fazer uma versão funk de "Aquarela do Brasil". São duas coisas completamente diferentes. O que se pode tentar fazer é capturar o "espírito" do livro, tarefa que o roteirista Euclydes Marinho cumpriu muito bem. O narrador vivido pelo ator Michel Melamed é de um cinismo e uma graça que chegamos a sentir falta quando ele se retrai e dá espaço às cenas de sua infância. Foi uma puta sacada pegar o texto literal do livro e colocar no roteiro, seja sob a interpretação de Melamed, ou sob a forma de escrita em bico de pena sobreposta às imagens antigas.
Outro boa sacada foi ter filmado tudo em estúdio, mesmo as cenas que pretensamente teriam se passado em cenários externos. É tudo parte da linguagem de LFC, que remonta à "Hoje é dia de Maria" (2005)Não sei se a minissérie está indo bem de audiência. Sei apenas que é necessário (talvez umas 2 ou 3 vezes por ano) haver ousadia por parte de nossos diretores e roteiristas. É algo que não se paga com o projeto corrente, mas sim a longo prazo, no qual ganharemos mais - e por que não dizer, melhores - opções de dramaturgia. E a Globo parece estar respeitando esta premissa, já que deu prosseguimento ao "Projeto Quadrante" do LFC que culminou nesta obra genial. Tenham certeza de que ela será indicada ao Emmy!
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Hobbits Hype!!!
Assisti ontem ao vídeo do duo novaiorquino "The Management", ou simplesmente MGMT. Muito interessante! O vídeo chamou a atenção primeiro. Estava zapeando com a TV em mute e de repente aparecem aquelas imagens idílicas, cheias de vapor e gente bonita (calma, o vídeo é censura livre) e eu pensei, "What the Heck?".
Aumentei o volume e, o que foi mais incrível, a música agradou também! Tem uma linha de baixo deliciosa que combina muito bem com o teclado e faz você lembrar de hits dos anos 70. O que estava rolando era o vídeo "Electric Feel" e adorei tudo nele. O povinho dançando, fazendo beicinhos e tomando "sei lá o quê" sobre um visual de Terra Média é muito engraçado. Adorei eles terem misturado um conceito tão hermético, como é o universo de Tolkien, com algo como bebida isotônica e motocicletas. Moderno. O vídeo não foi autorizado a ser incorporado ao blog, portanto você vai ter que clicar aqui para vê-lo.
Esses caras do MGMT vieram para o Tim Festival em outubro mas acho que não fizeram o barulho devido. Tenho certeza que a próxima vez que voltarem eles terão a atenção que merecem. Os remixes deles também valem a pena dar uma olhada, tem um em especial (feito pelo Justice) que arrebenta, mas você pode encontrar uma variedade de remixes destes caras. O remix de Electric Feel eu descobri enquanto jogava "Midnight Los Angeles". Eu pensei, "já escutei isso antes!", fui checar no encarte do game e descobri que era a tal da "Electric Feel", o remix também ficou muito duca. Escutem e comparem.
Aumentei o volume e, o que foi mais incrível, a música agradou também! Tem uma linha de baixo deliciosa que combina muito bem com o teclado e faz você lembrar de hits dos anos 70. O que estava rolando era o vídeo "Electric Feel" e adorei tudo nele. O povinho dançando, fazendo beicinhos e tomando "sei lá o quê" sobre um visual de Terra Média é muito engraçado. Adorei eles terem misturado um conceito tão hermético, como é o universo de Tolkien, com algo como bebida isotônica e motocicletas. Moderno. O vídeo não foi autorizado a ser incorporado ao blog, portanto você vai ter que clicar aqui para vê-lo.
Esses caras do MGMT vieram para o Tim Festival em outubro mas acho que não fizeram o barulho devido. Tenho certeza que a próxima vez que voltarem eles terão a atenção que merecem. Os remixes deles também valem a pena dar uma olhada, tem um em especial (feito pelo Justice) que arrebenta, mas você pode encontrar uma variedade de remixes destes caras. O remix de Electric Feel eu descobri enquanto jogava "Midnight Los Angeles". Eu pensei, "já escutei isso antes!", fui checar no encarte do game e descobri que era a tal da "Electric Feel", o remix também ficou muito duca. Escutem e comparem.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Dicionário de Sinônimos do Houaiss

Em tempo. Chegou a edição do dicionários de Sinônimos do Instituto Houaiss. O produto parece ser de respeito, são 20.158 entradas com mais de 196 mil sinônimos e mais de 90 mil antônimos. Pesa 1,5 kg (não é mini, nem de bolso) e tem 888 páginas. Não sei quanto a vocês mas eu acho o máximo estas coisinhas chamadas "dicionários de sinônimos", as definições de algumas palavras são divertidíssimas e para alguns momentos eles até mesmo fazem as vezes de um bom livro de piadas. Sou meio besta, quando leio os sinônimos de determinadas palavras (sempre de modo seguido), começo a rir porque todas elas (não me pergunte como) fazem o maior sentido do mundo naquele momento. Peguemos a palavra "diabo", por exemplo. Aí segue-se "tinhoso", "manquinho", "canhoto", "coisa ruim", "capa-preta", "diacho", "alasão", "orelhudo", "capeta", "aquele lá" e por aí vai. Acho tudo muito divertido. E útil. Porque uma vez você caindo na graça de um dicionário de sinônimos, você está perdido, vai sempre precisar dele. É igual ao Google.
Só espero que haja uma versão eletrônica dele. Botão direito do mouse pra achar a palavra, manja? Afinal quem aguenta ter de tirar a mão do mouse, abrir o dicionário e procurar a palavra fisicamente? Coisa pra masoquista! Isso, se o dicionário já estiver em sua mesa, porque ele pode ainda estar na estante! Aí complica mais, porque você vai ter que sair da mesa e dar um ou dois passos até ele. É problemático. Quem sabe daqui a algum tempo algum brilhante cientista não invente um teclado para uma mão apenas, criando então um novo conceito que junte digitação, taquigrafia e mouse. Teríamos então uma mão livre para enfiar na boca balas, pistache, amendoins e pães de queijo. Seria o céu!
Fica aí a dica do Houaiss, para quem não conhece Antônio Houaiss, segue aqui um link sobre ele, o cara é fera, e é do tempo em que corrigir uma palavra no texto significava reescrever a página inteira (uff.... tive um calafrio agora!).
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