quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Comecei a ler e estou gostando!


Ganhei de amigo secreto (brigado, Zilda!) um livro muito interessante chamado "Guia Prático do Roteirista de TV", da autora Ellen Sandler. A autora é, antes de mais nada, responsável pela produção executiva de tramas como "Everybody Loves Raymond". É formada pela Universidade de Syracuse-NY e tem mestrado em Artes pelo American Film Institute. Ela atualmente leciona curso de extensão para roteiristas na Universidade da California em Los Angeles, na HB Playwrights Foundation e na New School de Nova Iorque.

Achei bastante salutar e instrutivo sair um pouco da didática Syd Field/Robert McKee que venho me baseando muito até então, e aprender um pouco com alguém de tevê. Se o livro é bom ou não eu direi em breve, mas convenhamos que a mulher vai ter muito do que falar já que a tevê de ficção americana encontra-se atualmente em seu pico criativo (vide Lost, House e NCIS). Seguem então os dados do livro pra quem ficou interessado:

Editora: Bossa Nova
Autor: ELLEN SANDLER
ISBN: 9788560071081
Tradução: Isa Mara Lando
Ano: 2008
Número de páginas: 272

Audiência EUA - Semana de 14 de dezembro de 2009

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Dois pesos e duas medidas!

Passei hoje na frente daquele shopping center recém inaugurado, o Shopping Vila Olímpia, e fiquei surpreso que as placas de Zona Azul fora substituídas por placas de "Não Estacione" em todo o quarteirão. Fantástico. Agora não posso mais estacionar o carro, nem mesmo nas horas de pouca movimentação. Tudo por causa do novo shopping, o Shopping Vila Olímpia.

Lembrei também daquele recente episódio dos estacionamentos que passaram a ser gratuitos para os clientes que gastassem até dez vezes o valor em compras. Não durou mais que um dia a tal da lei (a n° 13.819), afinal, a associação de shopping centers rebateu dizendo que a propriedade era particular e, portanto, tinha o direito de cobrar pelo estacionamento. Lembro que a Associação de Lojistas de Shopping Centers também era contrária à tal lei, pois metade dos custos de condomínio vinha da cobrança do estacionamento, e que ao final, seria repassada a eles caso este viesse a ser gratuito. Bem, como sabem, a gratuidade não permaneceu.

Dito isto, voltemos então às placas que foram substituídas por conta do novo shopping center, o Shopping Vila Olímpia. Se o tal shopping é particular, questão que a associação defendeu com tanto afinco na questão da cobrança de estacionamento, como é que ele exerceu tal influência sobre as placas do quarteirão (de domínio público) e mudou a vida de tantas pessoas que faziam uso costumeiro delas? "Isto foi para facilitar a circulação de automóveis que fatalmente se tornaria um problema na região", argumentaria o leitor mais sagaz. Mas deixe-me, por favor, rebater essa teoria dizendo que assim mesmo, uma "fonte particular" interferiu num bem público. O coletivo teve que se moldar aos desejos de um indivíduo (ou grupo de indivíduos donos do shopping). Gostaria de pedir aos advogados de plantão para que me esclareçam quanto a isso, porque até então não tenho outra alternativa senão pensar que a lei (pra variar) considerou dois pesos e duas medidas.


segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Audiência EUA - Semana de 23 de novembro de 2009

A Nielsen, por razões desconhecidas, não divulgou em seu site o índice de audiência de tevê aberta entre a semana de 09 e 23 de novembro. Mishtérios! Segue então o nosso índice depois deste "gap":


terça-feira, 24 de novembro de 2009

Se vai copiar, faça-o direito!


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"Se vai copiar, faça-o direito".

Estou dizendo isso porque recentemente assisti ao programa "O Preço Certo", durante a tarde, na Record. Na medida em você o assiste, você conclui naturalmente que:
  • O programa é um formato da Freemantle (detentora de marcas como American Idol) que foi vendido à Record;
  • A Record fez um excelente negócio comprando este formato da Freemantle;
  • E a Record não soube trabalhar o formato em sua adaptação nacional;
Digo isso porque eu conheço o formato original.


"O Preço Certo" é baseado em um programa fenomenal chamado "The Price is Right", um verdadeiro ícone americano do pós guerra. Um ode ao consumismo capitalista, perfeitamente apresentado por Bob Barker, o mestre dos mestres quando o assunto em questão é a apresentação de programas de auditório. Para se ter uma ideia do sucesso de "The Price..." o programa foi criado em 1956, Bob entrou em 72 e esse senhor só saiu de cena em 2007! "The Price..." ainda está no ar (atualmente é apresentado por Drew Carey) e para efeito de
comparação - para não ficar descomunalmente superior à versão nacional - vou ficar apenas com o período "Carey".

Um dos segredos do programa é o fato dele ser escancaradamente consumista. "The Price..." não apenas é uma vitrine dos produtos como também é uma verdadeira revista eletrônica que fala sobre esses mesmos produtos. Falta pouco para ele não se tornar um canal de vendas por telefone. E qual é a natural consequência para um programa quano se fala bem e bastante de seus produtos? Há mais e melhores produtos para serem presenteados. Os anunciantes se acotovelam e disputam a tapas um espaço por menor que ele seja. Por outro lado, quando se fala demais sobre um produto é grande a chance do programa tornar-se enfadonho e chato (e consequentemente perder audiência). O que "The Price..." consegue é equilibrar de modo primoroso o display de produtos com o lado divertido do programa (a parte dos jogos e da tensão dos participantes). Essas tentativas de adivinhação de preço carregam toda a emoção do programa.

Na versão nacional a narração de Débora Santili
resume apenas o tipo do produto que está na vitrine. Não falam da marca, não falam as características deste produto e o quanto ele pode ser útil na sua casa. Talvez os produtores brasileiros tenham tido medo do programa tornar-se um canal de vendas, mas no caso de "O Preço Certo", é exatamente isso que o público queria ouvir. Para o caso deste programa, o tal "ode ao consumismo" tem de ser assumido e defendido, caso contrário, o formato deixa para trás sua principal característica.

Débora é um amor de pessoa, mas se o formato original tem de ser seguido, ela não deveria aparecer diante da câmera (por mais simpática que seja). Sem contar que a narração original é feita por um homem!

Deu para perceber que aqui segue-se o mesmo modo de seleção de participantes que existe no modelo americano. Os participantes inscrevem-se pelo site ou apresentam-se no estúdio, dão seus nomes à produção e são depois sorteados aleatoriamente para participar dos jogos. Ou seja, qualquer um na plateia pode se tornar participante e sair do estúdio até mesmo com um carro zero. Em sua maioria, eles são jovens bonitos (muitos vêm de universidades) cheios de empolgação e roupas transadas.

E no entanto é exatamente esse o problema. A plateia mais parece uma turba vinda da gravação de "Idolos". Ele não são uma plateia adequada para a gravação de um programa cujo público alvo é formado por mulheres que trabalham ou estão em casa à tarde. Eu senti falta das "colegas de trabalho", das senhoras de meia idade e das mulheres de classe D e E que encantaram (e ainda encantam) o SBT por tantos anos. Por mais animados que esses jovens sejam, eles não são páreos para elas. Essas mulheres sim, sabem o que é animação de auditório.

Juan Alba tem futuro como apresentador, mas a sua imaturidade no palco ainda é visível. Ainda há muitas e desconcertantes lacunas entre as falas dele e a de seus convidados. Vemos que ele ainda não domina as regras do jogo, e nos momentos em que não há mais a necessidade de perdurar a tensão, ele tenta desnecessariamente produzi-la ("Se você tivesse escolhido este número, vamos ver o que você ganharia?", pergunta a certa altura). Acho que um bom laboratório (Horas e mais horas do programa original) e uma boa direção resolveriam o problema.

O Preço Certo tem um tremendo potencial. Basta apenas que um diretor competente (e que saiba bem sobre o formato original) saiba dar o tom certo.

CZ






Por que Neil Patel é tão bom?

Quando este indiano criado nos EUA criou a conta "@whoisneilpatel" ninguém entendeu nada. Surgiu logo depois as fotos de modelos...